Projeto ‘Times Square Paulistana’ é suspensa pela Justiça de SP

Justiça paulista concede liminar que paralisa projeto de painéis luminosos no Centro; Prefeitura de São Paulo ainda pode recorrer.

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A Justiça de São Paulo suspendeu provisoriamente o projeto da Times Square Paulistana nesta quarta-feira (27). A decisão em caráter liminar trava a instalação de grandes painéis de LED nos prédios localizados no cruzamento das avenidas Ipiranga e São João, no Centro da capital.

O despacho da 4ª Vara da Fazenda Pública paralisa imediatamente o avanço das obras e a formalização do acordo entre a Prefeitura de São Paulo e a iniciativa privada. O projeto previa um investimento de R$ 42 milhões para a criação do Boulevard São João.

O impacto da Times Square Paulistana na paisagem urbana

A juíza Celina Kiyomi Toyoshima concedeu a medida após a instauração de uma ação popular contra o município. A magistrada fundamentou o veto à Times Square Paulistana destacando a magnitude da intervenção e o potencial dano a toda a população da área central.

O texto judicial proíbe qualquer montagem ou intervenção nos edifícios Cine Paris República, Herculano de Almeida, Galeria Sampa e New York, junto com as projeções mapeadas no Edifício Independência II. A quebra da ordem acarreta multa diária aos envolvidos.

Transparência e a Lei Cidade Limpa

A Justiça determinou a entrega dos pareceres técnicos da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) e as deliberações do Conpresp, órgão de proteção ao patrimônio histórico municipal. Os autores da ação temem que a Times Square Paulistana viole as diretrizes da Lei Cidade Limpa.

A liminar reconhece que não se pode admitir a flexibilização casuística de uma política urbana consolidada, construída para proteção da paisagem urbana e do interesse coletivo, em benefício de interesses econômicos privados”, afirmou o advogado Igor Tamasauskas.

A medida evidencia que projetos com potencial de alterar significativamente a dinâmica urbana e a qualidade de vida da população não podem ser conduzidos à margem do devido debate público”, declarou a advogada Maitê Bertaiolli. A defesa coletiva reforça que intervenções de alto impacto como a Times Square Paulistana exigem rigoroso controle social e respeito ao ordenamento municipal.

  • Publicado: 28/05/2026 08:22
  • Alterado: 28/05/2026 08:22
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Vara da Fazenda Pública