Tabela SUS Paulista reativou mais de 8 mil leitos em SP

Programa estadual injeta mais de 10 bilhões em Santas Casas e unidades municipais para reduzir filas médicas e ampliar atendimentos.

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O Governo de São Paulo reativou mais de oito mil leitos hospitalares e ampliou a oferta de exames por meio da Tabela SUS Paulista. A iniciativa estadual surgiu para reverter um déficit crônico na saúde pública paulista.

A defasagem histórica nos repasses federais do Sistema Único de Saúde (SUS) limitava severamente a operação de hospitais filantrópicos no interior. Essas instituições respondem por quase 70% da demanda médica fora da capital.

Impacto da Tabela SUS Paulista nos hospitais paulistas

Ao ampliar a oferta de exames e cirurgias, conseguimos fazer diagnósticos mais precoces e tratar os pacientes no momento certo”, destacou Eleuses Paiva, secretário estadual da Saúde.

O projeto nasceu do processo de regionalização da saúde paulista. A Secretaria da Saúde identificou a urgência de descentralizar o atendimento. A Tabela SUS Paulista corrigiu valores de remuneração que estavam congelados há quase duas décadas.

Estudos econômicos liderados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da Universidade de São Paulo (USP) embasaram os novos repasses. O levantamento reavaliou quase cinco mil procedimentos médicos para equalizar o pagamento às unidades de saúde.

Mais de 10 bilhões em investimentos estaduais

O aumento na remuneração hospitalar atingiu picos de 400% em intervenções específicas. Os pagamentos complementares da Tabela SUS Paulista operam acima do teto financiado tradicionalmente pela União, garantindo a viabilidade dos atendimentos.

O Tesouro Estadual já destinou mais de R$ 10 bilhões para cerca de 800 instituições filantrópicas e unidades administradas por fundações. Outros 100 hospitais municipais distribuídos em 77 cidades entraram na lista de beneficiários neste ano.

Crescimento contínuo das cirurgias eletivas

“Encontramos filas enormes e pacientes esperando meses para iniciar um tratamento. Precisávamos romper esse ciclo e criar uma solução que garantisse uma remuneração mais justa”, explicou o secretário da Saúde.

Os recursos injetados pela Tabela SUS Paulista impactam diretamente no volume de cirurgias eletivas. A rede de saúde estadual saltou de 750 mil procedimentos anuais para 1,3 milhão no balanço mais recente do governo.

A área oncológica registrou sozinha um salto superior a 45% nas operações realizadas. Com a consolidação financeira promovida pela Tabela SUS Paulista, a gestão estadual prioriza agora a manutenção das estruturas recuperadas para evitar a formação de novas filas de espera.

  • Publicado: 26/06/2026 16:36
  • Alterado: 26/06/2026 16:36
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Agência SP