Secretário de Saúde de São Paulo destaca desafios na fila de cirurgias e orçamento da pasta

Demanda por cirurgias de alta complexidade preocupa gestão municipal, enquanto necessidade de suplementação orçamentária volta à pauta

Crédito: Divulgação/Governo de SP

A cidade de São Paulo enfrenta uma significativa demanda reprimida por cirurgias ortopédicas e procedimentos de alta complexidade, como cardíacos e oncológicos. A avaliação é do secretário municipal de Saúde, Luiz Carlos Zamarco, que, em entrevista, reconheceu a necessidade de avanços no atendimento especializado.

Segundo ele, a gestão atual investiu na ampliação da rede de urgência, com a inauguração de 21 novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), adicionando cerca de 30 leitos de emergência por unidade. Um novo projeto, o Avança Saúde 2, deve trazer ainda mais 1.500 leitos para a cidade.

Orçamento da Saúde depende de novas suplementações

Com um orçamento inicial de R$ 22 bilhões para 2025, a Secretaria Municipal de Saúde deve novamente recorrer à suplementação de recursos para manter os serviços e equipamentos em funcionamento. Em 2024, a pasta precisou de um aporte extra de R$ 3 bilhões para fechar o ano.

Zamarco explicou que a Secretaria da Fazenda está trabalhando para aumentar a arrecadação e possibilitar esses repasses, apesar da redução do superávit municipal em comparação a anos anteriores.

Problemas na manutenção de armadilhas contra a dengue

O combate à dengue também foi tema da entrevista, após denúncias de falhas na manutenção das armadilhas contra o mosquito transmissor. Zamarco reconheceu que houve falhas pontuais, atribuídas a alguns profissionais responsáveis pela manutenção dos dispositivos.

A prefeitura, segundo ele, promoveu mudanças na Coordenadoria de Vigilância em Saúde e iniciou treinamentos para evitar que o problema se repita.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 28/04/2025
  • Fonte: Farol Santander São Paulo