Rota da Água investe R$ 5,5 bilhões para universalizar saneamento

A estratégia Rota da Água destina R$ 5,5 bilhões para universalizar o saneamento em 53 municípios paulistas, beneficiando milhares de famílias.

Crédito: Divulgação/Governo de SP

A jornada pela Rota da Água no interior de São Paulo ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (6). Em evento realizado em Paulínia, o Governo do Estado apresentou o plano de universalização do saneamento básico para 53 municípios das regiões do Pardo, Grande e PCJ. O projeto prevê o aporte de R$ 5,5 bilhões em infraestrutura de água e esgoto até 2029, consolidando uma das maiores ofensivas de infraestrutura hídrica do país.

Desde o processo de desestatização da Sabesp, a Rota da Água já recebeu mais de R$ 870,5 milhões em intervenções diretas. O objetivo central é atingir as metas do Marco Legal do Saneamento antes do prazo federal, garantindo que 100% da população local conte com água tratada e coleta de efluentes nos próximos três anos.

Impacto social e expansão do atendimento regional

Os primeiros resultados da estratégia Rota da Água já são mensuráveis. De acordo com o balanço apresentado, a ampliação dos serviços beneficiou diretamente milhares de cidadãos. Ao todo, 100 mil novas pessoas passaram a ter acesso a água encanada, enquanto o sistema de coleta de esgoto foi estendido a 109,4 mil moradores e o tratamento alcançou 125,6 mil novos usuários.

Além das obras físicas, o programa foca na justiça tarifária. A Tarifa Social Paulista, que oferece descontos de até 78% para famílias em situação de vulnerabilidade, registrou um salto de 321% no número de beneficiários após a desestatização. Atualmente, 88,7 mil famílias estão cadastradas no programa, contra as 27 mil registradas anteriormente.

“Esta é uma oportunidade de olharmos de perto o que cada território precisa e construirmos soluções em conjunto. Os moradores conhecem melhor do que ninguém as necessidades do município”, afirmou a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.

Governança e fiscalização dos serviços

O acompanhamento dos investimentos da Rota da Água fica a cargo da Unidade Regional de Serviços de Abastecimento de Água Potável e Esgotamento Sanitário (URAE 1 – Sudeste). O órgão atua em conjunto com a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) para garantir que o cronograma de obras seja cumprido pela Sabesp.

Obras no Sistema Paiva Castro reforçam segurança hídrica

No período da tarde, a agenda da Rota da Água seguiu para a vistoria das obras do Sistema Paiva Castro. O empreendimento é vital para Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista, cidades que historicamente sofrem com a dependência do Rio Jundiaí em períodos de estiagem.

Com um investimento de R$ 170 milhões, o projeto inclui:

  • Adutoras: Implantação de 25 quilômetros de tubulações atravessando três municípios.
  • Capacidade: Construção de uma estação elevatória de água bruta capaz de bombear 400 litros por segundo.
  • Abrangência: O sistema captará água na Represa Paiva Castro, em Franco da Rocha, para abastecer a ETA de Campo Limpo Paulista.

A conclusão das obras do Sistema Paiva Castro está prevista para janeiro de 2027. Segundo Natália Resende, a iniciativa é uma “obra estruturante que aumenta a oferta de água e reduz a vulnerabilidade em períodos críticos de seca”. Com o avanço da Rota da Água, o governo espera não apenas cumprir metas legais, mas transformar a saúde pública e o desenvolvimento econômico de todo o interior paulista.

  • Publicado: 06/03/2026
  • Alterado: 06/03/2026
  • Autor: 06/03/2026
  • Fonte: Agência SP