Rio Open inova com hino nacional em ritmo de samba na final
Decisão do torneio no Jockey Club terá Pretinho da Serrinha e bateria mirim em versão inédita e emocionante do hino brasileiro.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 27/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A decisão do maior torneio de tênis da América do Sul promete entrar para a história não apenas pelo desempenho técnico em quadra. O Rio Open 2026 prepara uma execução inédita do hino nacional brasileiro para a finalíssima, marcada para o dia 22 de fevereiro, no Jockey Club Brasileiro.
Em sua 12ª edição, o evento aposta na identidade cultural carioca para o momento solene. Uma bateria formada por crianças e jovens ritmistas de diversas escolas de samba será a responsável pela trilha sonora. A regência ficará a cargo de Pretinho da Serrinha, com participação especial de Miguelzinho do Cavaco.
O ensaio geral, realizado na última segunda-feira (26) na Cidade do Samba, antecipou a carga emocional prevista para o domingo pós-Carnaval. A estratégia da organização é utilizar a força percussiva da bateria para ampliar a tensão e a expectativa que antecedem o match point decisivo.
A batucada carioca invade a quadra do Rio Open
A escolha musical deste ano inverte a lógica tradicional. Se antes o torneio levava astros internacionais como Rafael Nadal para a Sapucaí, agora a maior expressão cultural da cidade ocupa o centro da quadra de saibro.
Essa integração entre esporte e cultura popular é vista como uma ferramenta de transformação social pelos envolvidos. Para o diretor musical, a oportunidade carrega um simbolismo único.
“Dirigir a execução do Hino Nacional na grande final do Rio Open é uma honra imensa. Estamos falando de um torneio de tênis internacional, que projeta o Rio de Janeiro para o mundo. (…) É uma chance real de estimular sonhos e abrir caminhos, criando pontes entre cultura, esporte e formação”, destaca Pretinho da Serrinha.
A parceria no palco também celebra o encontro de gerações. Miguelzinho do Cavaco, jovem talento da música, reforça o peso de abrir uma final desse porte. Ele descreve a colaboração com Pretinho como a união definitiva entre esporte, cultura e brasilidade.
Sinergia com o Carnaval
A coincidência de datas entre o torneio e a folia carioca em 2026 criou o cenário ideal para essa celebração. Marcia Casz, diretora geral do Rio Open, ressalta que o ambiente festivo da cidade será transportado para dentro do complexo esportivo.
A executiva afirma que a presença dos jovens ritmistas transformará o protocolo oficial em uma grande celebração. O objetivo é conectar a energia do público, que busca alegria no feriado, com a grandiosidade da competição.
Tradição musical e legado
A valorização da música brasileira tornou-se uma marca registrada do evento ao longo dos anos. O momento do hino nacional funciona como um elo simbólico entre o esporte de alto rendimento e a identidade local.
Grandes nomes já protagonizaram esse ritual antes da definição do campeão. A lista de artistas que passaram pela quadra central inclui:
- Iza
- Seu Jorge
- Fernanda Abreu
- Julia Mestre
- Agnes Nunes
- Orquestra da Maré
Essa fusão entre espetáculo e competição reforça o legado do evento no calendário mundial. Ao transformar o protocolo em uma experiência sensorial, a organização garante que o público vivencie um encerramento memorável na despedida do Rio Open.