Mercado imobiliário do ABC dispara em locações e ajusta vendas em 2025
Dezembro marca alta de 85% nos aluguéis e resiliência anual nas vendas. Veja a análise exclusiva do CRECISP sobre preços e tendências.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 27/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O desempenho do mercado imobiliário do ABC em dezembro de 2025 revelou um cenário de forte contraste e oportunidades estratégicas. Dados recentes apurados pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECISP) apontam um disparo na procura por aluguéis, enquanto o setor de compra e venda passou por uma correção sazonal esperada, típica do encerramento de exercício financeiro das famílias.
A pesquisa, que consultou 105 imobiliárias nas cidades de Diadema, Ribeirão Pires, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, desenha um panorama claro: a região segue valorizada e resiliente. Mesmo com a retração mensal nas vendas, o acumulado do ano mostra um setor aquecido e em franca expansão.
Vendas no mercado imobiliário do ABC têm ajuste pontual
Embora dezembro tenha registrado uma queda de 38,83% nas vendas em comparação a novembro, a análise macroeconômica traz tranquilidade aos investidores. O ano de 2025 encerrou com um crescimento acumulado impressionante de 62,83%.
Esse recuo mensal não indica perda estrutural de demanda, mas sim uma cautela momentânea. O foco das famílias deslocou-se para gastos de fim de ano e viagens, gerando maior seletividade no uso do crédito.
O perfil dos imóveis mais negociados neste período no mercado imobiliário do ABC demonstra uma preferência clara pela praticidade e custo-benefício:
- Tipo: Apartamentos (53%) superaram as casas (47%).
- Tamanho: Unidades de 2 dormitórios, com área útil entre 50 m² e 100 m².
- Ticket Médio: Imóveis avaliados entre R$ 300 mil e R$ 400 mil.
- Localização: 46% das vendas ocorreram em regiões centrais, priorizando a infraestrutura.
O papel decisivo do financiamento
A dependência do crédito habitacional continua sendo o motor das transações na região. A Caixa Econômica Federal financiou 56,4% das vendas realizadas em dezembro.
Surpreendentemente, as compras à vista representaram 30,8% dos negócios, indicando que uma parcela significativa dos compradores possui liquidez imediata. Isso reforça a solidez do ativo imobiliário na região frente a outras opções de investimento.
Explosão de locações define o mercado imobiliário do ABC
Se a venda pisou no freio, a locação acelerou fundo. O segmento registrou um avanço expressivo de 85,18% em relação a novembro. Esse movimento é impulsionado pela mobilidade urbana e pela reorganização financeira das famílias que buscam morar perto de polos de trabalho e serviços.
A tipologia dos imóveis alugados segue a tendência de verticalização da região:
- Apartamentos: 63% dos contratos firmados.
- Casas: 38% dos contratos.
- Faixa de Preço: Aluguéis entre R$ 2.000 e R$ 3.000 mensais.
A localização central foi determinante para 51,7% dos novos inquilinos, enquanto apenas 3,4% optaram por bairros nobres. O dado confirma que a funcionalidade e o acesso ao transporte pesam mais que o status na hora de alugar no mercado imobiliário do ABC.
Garantias locatícias e segurança jurídica
O setor demonstra um nível elevado de profissionalização. O Seguro Fiança consolidou-se como a ferramenta preferida, presente em 61,8% dos contratos. O depósito caução aparece em segundo lugar, com 25%.
Essa preferência por seguros elimina a figura constrangedora do fiador e oferece agilidade na aprovação da ficha cadastral. Para o proprietário, significa garantia de recebimento; para o inquilino, rapidez na mudança.
Descontos e negociações
A flexibilidade foi a chave para fechar negócios em dezembro. Nas vendas, 42,4% dos imóveis foram transacionados pelo valor anunciado. Contudo, mais de 30% das vendas só ocorreram após a concessão de descontos de até 5%.
Já nas locações, a margem de negociação foi mais estreita. Metade dos contratos foi fechada pelo valor cheio do anúncio. Quando houve desconto, a maioria ficou na faixa de até 10%, evidenciando a alta demanda que empodera os proprietários na precificação.
Para 2026, a tendência é de manutenção da alta procura por locação e retomada gradual das vendas a partir do segundo trimestre. Investidores e famílias devem estar atentos a essas métricas de sazonalidade e crédito para navegar com segurança e lucratividade no mercado imobiliário do ABC.