No Porto de Santos, mulher morre ao cair de armazém

Acidente no Porto de Santos ocorreu após piso de passarela ceder; família denuncia demora de 7 horas para chegada da perícia ao local.

Crédito: Arquivo Pessoal

Porto de Santos foi palco de uma tragédia na última segunda-feira (12). Denise dos Santos Teixeira, uma técnica de 40 anos e colaboradora da Corredor Logística e Infraestrutura (CLi), perdeu a vida após um grave acidente durante uma inspeção de rotina. A profissional sofreu uma queda fatal de aproximadamente 20 metros de altura no Armazém 16, em um incidente que agora levanta questionamentos sobre a segurança das estruturas portuárias.

Segundo informações preliminares, Denise realizava a verificação de equipamentos quando o piso de uma passarela cedeu sob seus pés. Embora a equipe de emergência tenha sido acionada imediatamente, por volta das 21h, a vítima já foi encontrada sem sinais vitais. O caso gerou comoção imediata entre os trabalhadores que atuam no Porto de Santos, o maior complexo logístico da América Latina.

Investigação e condições de segurança no Porto de Santos

A Corredor Logística e Infraestrutura (CLi) emitiu nota oficial lamentando profundamente o ocorrido. A companhia ressaltou que está prestando suporte integral aos familiares e colaborando com as autoridades para esclarecer as causas da falha estrutural. Um ponto crucial da investigação aponta que Denise estava utilizando os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) no momento da queda, o que reforça a hipótese de colapso do material da esteira onde ela caminhava.

Testemunhas relataram que o rompimento do piso foi súbito, não dando chances de reação à técnica. A perícia técnica deverá determinar se houve falta de manutenção na passarela ou fadiga do material, fatores que colocam em xeque os protocolos de segurança operacional dentro do Porto de Santos.

Família denuncia negligência e demora no atendimento pericial

Para além da dor da perda, a família de Denise expressou indignação com o tratamento dado ao caso pelas autoridades. Simone Freire, irmã da vítima, relatou que houve um hiato inaceitável entre a constatação do óbito e o início dos procedimentos periciais. Segundo Simone, a morte foi confirmada às 21h, mas as equipes de perícia só chegaram ao Porto de Santos às 4h da manhã do dia seguinte.

“Fiquei a madrugada inteira ao lado dela”, desabafou Simone, que acompanhou o corpo da irmã no local do acidente durante sete horas. A demora na liberação do corpo e na realização dos exames iniciais no Porto de Santos é um dos pontos de maior revolta para os parentes, que agora buscam justiça e celeridade no inquérito policial.

Legado de uma profissional dedicada

Denise dos Santos Teixeira era descrita por colegas de trabalho como uma profissional exemplar, técnica criteriosa e muito querida no ambiente portuário. Moradora da região, ela deixa três filhos e um neto. Sua morte acende um alerta sobre os riscos inerentes às atividades de manutenção e inspeção no Porto de Santos, onde a segurança do trabalhador deve ser a prioridade absoluta.

O caso foi registrado e segue sob investigação da Polícia Civil, que aguarda os laudos do Instituto de Criminalística (IC) para formalizar as responsabilidades sobre o rompimento da passarela que vitimou Denise.

  • Publicado: 02/02/2026
  • Alterado: 02/02/2026
  • Autor: 13/01/2026
  • Fonte: PMSCS