Prisão de Fernando Collor é vista no STF como sinal para futuro de Bolsonaro
Decisão reforça entendimento para evitar manobras judiciais e preocupa setores militares
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 27/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A prisão do ex-presidente Fernando Collor de Mello, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), é encarada por ministros da Corte como um importante precedente para o futuro de Jair Bolsonaro (PL). Integrantes do tribunal avaliam que a rejeição do segundo recurso de Collor, considerado meramente protelatório, reafirma a jurisprudência estabelecida no julgamento do mensalão.
O objetivo é impedir que defesas utilizem estratégias para atrasar o início do cumprimento das penas após condenação definitiva, especialmente em casos relacionados à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Impactos na possível prisão de Bolsonaro
O STF também sinalizou que Collor, mesmo como ex-presidente, deve cumprir pena em cela especial de presídio comum, o que levanta questionamentos sobre o tratamento de Bolsonaro caso venha a ser condenado.
Atualmente, o ex-presidente enfrenta preocupações adicionais, pois, sendo capitão reformado do Exército, sua prisão em unidade militar não é garantida em caso de sentença definitiva. A legislação brasileira permite prisão especial apenas durante detenções provisórias. Além disso, a eventual condenação implicaria na expulsão de Bolsonaro das Forças Armadas.
Condições de saúde e novos questionamento
A defesa de Collor tenta reverter a prisão pedindo a transferência para regime domiciliar, alegando que ele sofre de doenças como Parkinson, transtorno bipolar e apneia do sono.
Entretanto, o próprio ex-presidente negou tais condições em audiência de custódia, o que levou o ministro Alexandre de Moraes a solicitar manifestação do procurador-geral da República sobre o caso.
Esse debate também pode influenciar decisões futuras envolvendo Bolsonaro, que, aos 70 anos, enfrenta complicações de saúde decorrentes da facada sofrida em 2018 e recentes cirurgias.