Polícia de SP desmantela esquema de desvio de medicamentos em Barueri
Investigação revela esquema criminoso que roubou estoques públicos durante dez meses e prejudicou milhares de pacientes da rede municipal.
- Publicado: 24/03/2026 11:20
- Alterado: 24/03/2026 11:20
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Agência SP
A Polícia de SP deflagrou a operação “Efeito Colateral” nesta terça-feira (24). O objetivo central dessa força-tarefa é destruir uma rede criminosa focada no desvio sistemático e na revenda ilegal de remédios do sistema municipal de saúde de Barueri.
Agentes de segurança cumprem nove mandados judiciais na região. Quatro alvos possuem ordens de prisão abertas e outros cinco enfrentam varreduras policiais em seus endereços residenciais e comerciais nas cidades de Barueri, Osasco e Santana de Parnaíba. O Setor de Investigações Gerais (SIG) de Carapicuíba coordena a ofensiva tática.
Investigação da Polícia de SP rastreia o dinheiro sujo
O esquema sangrou os cofres públicos municipais por dez meses ininterruptos. A equipe de inteligência mapeou todo o fluxo financeiro da organização criminosa para entender a escala do ataque patrimonial.
Neste período restrito de atuação, a Polícia de SP contabilizou pelo menos sete grandes furtos de cargas farmacêuticas. O prejuízo direto causado aos pagadores de impostos ultrapassa rapidamente a marca de R$ 1 milhão.
Pacientes oncológicos e crônicos ficaram sem tratamento adequado nos postos médicos. A retirada criminosa secou os estoques oficiais da prefeitura e estrangulou a capacidade de atendimento diário da rede pública de saúde.
A fraude estruturada drenou recursos cruciais e retirou medicamentos vitais das prateleiras, expondo a saúde da população local a um risco severo e premeditado.
Funcionários do almoxarifado facilitavam os saques
Servidores públicos infiltrados no controle de estoque garantiam o sucesso prático do crime. Eles manipulavam os sistemas internos de conferência para retirar os lotes de forma encoberta e repassavam o material de alto custo aos comparsas externos.
A quadrilha utilizava uma empresa de fachada para desovar os produtos no mercado paralelo. O grupo emitia notas fiscais frias para simular operações comerciais legítimas e lavar o dinheiro oriundo dos furtos em série.
Os suspeitos capturados responderão perante a Justiça pelas seguintes infrações penais:
- Furto qualificado contra o patrimônio do município
- Associação criminosa armada e estruturada
- Lavagem de capitais mediante fraude corporativa
A estrutura financeira central do bando permanece sob escrutínio rigoroso. Novas prisões devem acontecer ao longo dos próximos dias para estancar definitivamente o vazamento de recursos estatais. A Polícia de SP mantém todas as diligências ativas na tentativa de expor o restante da cadeia de comando dessa máfia.