PF e FIESP firmam acordo para combater crimes cibernéticos
Parceria visa ampliar a efetividade das ações de prevenção e repressão a crimes digitais
- Publicado: 20/02/2026
- Alterado: 06/08/2025
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: Patati Patatá Circo Show
Em um passo significativo para fortalecer a segurança digital no país, a Polícia Federal do Brasil e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) firmaram, nesta terça-feira (5/8), um Acordo de Cooperação Técnica (ACT). O objetivo deste acordo é estabelecer uma parceria estratégica focada na prevenção e repressão de crimes cibernéticos.

A nova iniciativa contempla a criação de um canal formal para o intercâmbio de informações entre o setor privado e a Polícia Federal. Este canal permitirá o envio sistemático de dados relacionados a ataques cibernéticos, promovendo uma maior compreensão sobre crimes digitais, como invasões em sistemas, disseminação de softwares maliciosos e ataques do tipo ransomware. Essa troca de informações é vista como fundamental para aprimorar as capacidades investigativas da PF.
O Acordo representa um avanço notável na formação de uma rede colaborativa que une o setor produtivo às instituições de segurança pública, destacando o compromisso mútuo em proteger o ambiente digital e garantir a segurança da sociedade brasileira.
A assinatura do ACT ocorreu durante o VII Congresso de Segurança Cibernética, Proteção de Dados e Governança de Inteligência Artificial, que teve lugar em São Paulo/SP. Durante o evento, o delegado Otavio Margonari Russo, responsável pela Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos, realizou uma palestra abordando as nuances da investigação de crimes tecnológicos.
Na cerimônia, estiveram presentes diversas autoridades relevantes, incluindo Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal; Rodrigo Sanfurgo, superintendente regional em São Paulo; Rafael Cervone, presidente do CIESP; André Luiz Bandeira Molina, secretário de Segurança da Informação e Cibernética do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR); Waldemar Gonçalves Ortunho Junior, diretor-presidente da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD); além do senador Esperidião Amin, que participou virtualmente representando a Frente Parlamentar de Apoio à Cibersegurança e Defesa Cibernética.
Este Acordo reafirma a relevância da colaboração entre os setores público e privado como uma estratégia crucial para enfrentar os desafios impostos pelas ameaças digitais e fomentar o desenvolvimento de soluções inovadoras no campo da segurança cibernética.