Pesquisa: 56% apoiam prisão domiciliar de Bolsonaro
Pesquisa Ipsos-Ipec aponta que 56% dos brasileiros aprovam a prisão domiciliar de Bolsonaro por motivos de saúde
- Publicado: 23/04/2026 13:34
- Alterado: 23/04/2026 13:34
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Ipsos-Ipec
Uma nova pesquisa nacional realizada pelo instituto Ipsos-Ipec revela que a maioria da população brasileira (56%) concorda com a decisão da Justiça de conceder prisão domiciliar provisória ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O benefício, motivado por questões de saúde, tem validade inicial de 90 dias.
De acordo com o levantamento, 38% dos entrevistados concordam totalmente com a medida, enquanto 18% concordam em parte. Em contrapartida, 35% discordam da decisão judicial, e o restante se divide entre indiferentes ou que não souberam opinar.
Polarização é o fator determinante

O estudo evidencia que a opinião sobre o caso é diretamente influenciada pelo voto no segundo turno das eleições de 2022:
- Eleitores de Bolsonaro: 69% são favoráveis à prisão domiciliar.
- Eleitores de Lula: 42% discordam da medida (sendo 33% de forma total).
A pesquisa também aponta variações geográficas: a aceitação da prisão domiciliar é maior em cidades do interior (58%) e municípios com até 50 mil habitantes (60%), comparado às capitais e grandes metrópoles.
O futuro após os 90 dias

O levantamento investigou o que deve acontecer caso o estado de saúde do ex-presidente apresente melhora após o período estipulado:
- 49% defendem que ele siga em prisão domiciliar.
- 42% acreditam que ele deve retornar à Papudinha.
A manutenção da domiciliar é mais defendida por eleitores de Bolsonaro (82%), evangélicos (58%) e moradores da região Sul (58%). Já o retorno ao presídio encontra maior eco entre eleitores de Lula (69%), moradores do Nordeste (50%) e jovens (48%).
“A polarização segue como marca registrada da política brasileira”, analisa Márcia Cavallari, diretora geral da Ipsos-Ipec, reforçando que o voto de 2022 continua sendo o principal preditor da opinião pública.