Pará vira protagonista da COP30 e da bioeconomia
Belém recebe a Cúpula de Líderes, abrindo negociações da 30ª Conferência da ONU e reforçando a estratégia de desenvolvimento sustentável e legado da COP30
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 06/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Belém, no Pará, transformou-se oficialmente na capital política do clima nesta quinta-feira de abertura da Cúpula de Líderes. O evento, que reuniu chefes de Estado e autoridades internacionais, abriu formalmente as negociações políticas da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a aguardada COP30. A realização da conferência na Amazônia é um ponto de inflexão, e o Pará chega a esse momento crucial com uma demonstração de resultados concretos e uma estratégia consolidada que visa transformar a bioeconomia em um vetor de desenvolvimento robusto.
O governador Helder Barbalho enfatizou o sucesso da gestão ao declarar: “O Pará mostra, com fatos, que é possível proteger a floresta e gerar prosperidade. Esta COP30 é a oportunidade de reafirmar que a Amazônia é parte essencial da solução climática global.” Essa visão posiciona o estado não apenas como guardião, mas como protagonista de um novo modelo econômico.
Estrutura inédita e o legado permanente da COP30

Desde o anúncio de Belém como sede, o governo estadual iniciou a construção de uma estrutura inédita, dedicada a preparar o evento e garantir o posicionamento do Pará como protagonista da nova economia da floresta.
O trabalho foi centralizado no Comitê Estadual da COP30, sob a coordenação da vice-governadora Hana Ghassan. Esse comitê integrou diversas secretarias e órgãos em torno de eixos temáticos essenciais para o sucesso e o legado do evento:
- Meio Ambiente: Foco na preservação e combate ao desmatamento.
- Segurança: Garantia de ordem e tranquilidade para os participantes internacionais.
- Mobilidade: Otimização da infraestrutura de transporte urbano.
- Turismo: Preparação da rede de serviços para a demanda global.
- Inclusão Social: Garantia de que o evento traga benefícios diretos para a população local.
A vice-governadora, que preside o comitê, tem sido enfática ao repetir que o grande desafio é assegurar que o evento deixe um legado permanente. “A COP30 é o retrato de um estado que planeja o futuro com base na sustentabilidade e na ciência. O desafio agora é transformar o legado em política de Estado, em inovação e em oportunidades reais para quem vive na Amazônia”, afirmou Ghassan, destacando o caráter estratégico do planejamento.
R$ 4,5 bilhões e as transformações urbanas para a COP30
Os preparativos para a COP30 já geraram um impacto financeiro e estrutural profundo na capital. Foram movimentados cerca de R$ 4,5 bilhões em investimentos públicos e privados. Esse montante significativo foi direcionado a áreas cruciais, como obras, infraestrutura, mobilidade, turismo e serviços.
Esses investimentos resultaram em transformações urbanas e estruturais notáveis em Belém. Tais melhorias se somam às políticas ambientais que já estão em curso no estado, reforçando o compromisso com a agenda climática e a sustentabilidade.
As políticas em andamento, juntamente com as melhorias estruturais, consolidam o Pará como uma referência na integração entre desenvolvimento, preservação e justiça climática no cenário global. A visão é provar que desenvolvimento e floresta podem coexistir.
A vanguarda das políticas climáticas para a COP30
O estado chega à Conferência das Nações Unidas com uma agenda ambiental notavelmente robusta, que serve de base para as discussões e negociações na COP30. Esta agenda se manifesta em planos e legislações que definem o futuro do uso da terra e dos recursos.
Quatro pilares legislativos e de planejamento definem a estratégia para a nova economia da floresta:
- Plano Amazônia Agora (PAA): Estrutura o intenso combate ao desmatamento.
- Plano Estadual de Bioeconomia: Define as diretrizes específicas para o uso sustentável dos recursos, visando a geração de renda verde.
- Sistema Jurisdicional de REDD+: Cria mecanismos de compensação essenciais para aqueles que se dedicam à preservação da floresta.
- Lei de Responsabilidade Ambiental: Sancionada em 2025, esta lei estabelece metas obrigatórias de redução de emissões em todos os setores produtivos do estado.
Essa moldura legal posiciona o Pará na vanguarda da governança climática nacional.
Durante a abertura da Cúpula, a voz do Brasil foi ouvida por meio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele fez um apelo direto às grandes economias, solicitando que assumam compromissos reais e tangíveis no financiamento climático global. “A Amazônia é uma esperança, não um símbolo distante. É aqui que precisamos provar que desenvolvimento e floresta podem coexistir”, afirmou o presidente, adicionando peso à responsabilidade que recai sobre os líderes reunidos. A realização da COP30 em Belém é, portanto, o catalisador que coloca a Amazônia no centro de uma solução global.