SP avança em sustentabilidade com nova frota de coleta de resíduos

O novo sistema de coleta mecanizada da cidade de SP traz uma série de vantagens, tanto ambientais quanto de saúde pública

Crédito: Sergio Barzaghi/SECOM

A Prefeitura de São Paulo anunciou a ampliação de sua frota de veículos sustentáveis, totalizando 319 unidades dedicadas à coleta de resíduos. Na última quinta-feira (6), foram entregues 20 caminhões abastecidos com biometano — um combustível ecológico gerado a partir do lixo depositado nos aterros municipais — além de quatro caminhões elétricos e dez caminhões de coleta mecanizada lateral, acompanhados de dois novos contêineres.

SP amplia frota de caminhões sustentáveis:

Essa iniciativa faz parte das ações da administração municipal voltadas para a sustentabilidade e para a preparação da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que ocorrerá em Belém (PA) neste mês. Durante toda a semana, a Prefeitura promove uma programação especial para ressaltar o papel de São Paulo nas discussões internacionais sobre meio ambiente e inovação. A agenda completa pode ser consultada no site oficial da Prefeitura.

O prefeito Ricardo Nunes celebrou essa nova entrega em um momento significativo, que marca a chegada de 1.000 ônibus elétricos ao sistema de transporte público da cidade e a plantação de 120 mil árvores somente neste ano. Ele destacou que “o biometano é produzido a partir do lixo gerado nas residências, que é coletado e transformado em combustível, permitindo que nossos caminhões operem sem causar poluição”.

Nunes ainda ressaltou que a substituição dos caminhões movidos a óleo diesel por aqueles que utilizam biometano representa uma redução significativa no consumo de combustível, com cada veículo economizando cerca de 35 mil litros de óleo diesel anualmente.

João Manoel, presidente da SP Regula, afirmou que a cidade dá mais um passo em direção à sustentabilidade. Segundo ele, o gás utilizado para abastecer os novos caminhões é muito mais limpo, quase não emitindo poluentes. “Isso traz benefícios não apenas para o meio ambiente, mas também para os trabalhadores, que terão um ambiente de trabalho mais seguro e confortável”, completou.

O sistema de coleta mecanizada implementado traz diversas vantagens, tanto ambientais quanto em termos de saúde pública. O uso do braço robótico dos caminhões reduz o contato direto dos coletores com os resíduos, minimizando riscos de acidentes e exposição a doenças. Essa mecanização resulta em um processo mais ágil e eficiente.

Sergio Barzaghi/SECOM

A Prefeitura iniciou também a instalação de 912 contêineres na Vila Mariana, na Zona Sul da capital, juntamente com o uso dos caminhões movidos a biometano desde o dia 6 de outubro. Essa nova estrutura permitirá que os cidadãos descartem seus resíduos nos contêineres a qualquer hora do dia, evitando que materiais sejam arrastados pela chuva e causem entupimentos nas vias públicas.

Os contêineres fechados são projetados para prevenir odores desagradáveis, controlar pragas e impedir que sacos danificados dispersem lixo pelas ruas. Marcos Batista de Oliveira, motorista há dez anos na coleta, elogiou as novas unidades: “Os caminhões são mais silenciosos e proporcionam uma melhor experiência no trabalho. É gratificante contribuir para a limpeza da cidade“.

O sistema mecanizado implementado na coleta domiciliar e na destinação correta dos resíduos é realizado em parceria com a Logística Ambiental de São Paulo S/A (Loga). A estratégia inclui a colocação de contêineres em locais estratégicos baseados no volume de resíduos gerados. Essa abordagem visa aumentar a higiene e segurança no processo de descarte adequado dos resíduos.

Cada operação leva cerca de 50 segundos e garante que os resíduos fiquem protegidos das intempéries até o próximo recolhimento. Os triciclos utilizados têm capacidade para 280 kg e são projetados para acessar áreas mais estreitas nas comunidades, assegurando eficiência no serviço sem emitir gases poluentes.

No âmbito da coleta seletiva, cerca de 6 mil funcionários operam 842 veículos em todos os distritos da capital. O trabalho é executado por concessionárias como Loga e Ecourbis, que encaminham materiais recicláveis para 29 cooperativas participantes do Programa Socioambiental. Isso garante que 100% do lucro gerado beneficie aproximadamente 940 famílias.

Os resíduos não aproveitados pelas cooperativas são direcionados às Centrais Mecanizadas de Triagem Carolina Maria de Jesus e Ponte Pequena, onde passam por triagem e comercialização via leilão eletrônico, com metade do lucro revertido para as cooperativas.

  • Publicado: 01/01/2026
  • Alterado: 01/01/2026
  • Autor: 06/11/2025
  • Fonte: Motisuki PR