Ministério da Saúde inicia Mês de Vacinação dos Povos Indígenas 2026
O Ministério da Saúde projeta aplicar mais de 89 mil doses de vacinas em 650 aldeias para elevar a cobertura vacinal em territórios indígenas.
- Publicado: 13/04/2026 16:54
- Alterado: 13/04/2026 16:54
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), lançou oficialmente nesta segunda-feira (13/04) o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas (MVPI) de 2026. O anúncio foi realizado pela secretária Lucinha Tremembé na aldeia Barão do Rio Branco, em Mâncio Lima (AC). A iniciativa estratégica visa ampliar o acesso à imunização em territórios de difícil alcance geográfico e combater baixos índices de cobertura vacinal em comunidades tradicionais.
Metas e abrangência do MVPI 2026
Para este ciclo, o Ministério da Saúde mobilizou uma estrutura logística que envolve mais de 2,5 mil profissionais de saúde. A operação ocorrerá de 25 de abril a 25 de maio, com foco em 73 polos-base que abrangem 650 aldeias distribuídas pelos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) do país. A meta é superar os números de 2025, quando a pasta aplicou 70 mil doses.
“Nosso objetivo é ampliar a cobertura vacinal justamente em locais de baixa cobertura, garantindo que a informação chegue de forma clara e respeitosa. Estamos reafirmando o compromisso do Ministério da Saúde com a equidade e com o cuidado integral aos povos indígenas”, afirmou a secretária Lucinha Tremembé durante a cerimônia no Acre.
Integração internacional e imunizantes disponíveis
O MVPI está integrado à 24ª Semana de Vacinação nas Américas e à 15ª Semana Mundial de Imunização. Com o lema “Sua decisão faz a diferença. Imunização para todos”, o esforço coordenado pelo Ministério da Saúde busca mitigar riscos epidemiológicos e fortalecer a proteção coletiva, especialmente entre crianças, gestantes e idosos.
O esforço vacinal inclui todos os imunobiológicos do Calendário Nacional de Vacinação. Entre as vacinas ofertadas estão:
- Básicas: BCG, Hepatite A e B, Penta, e VIP (Poliomielite).
- Respiratórias: Influenza, Covid-19 e Pneumocócicas.
- Específicas: Febre Amarela, Tríplice Viral, HPV e Meningocócicas.
Logística e impacto estatístico
A operação do Ministério da Saúde exige um planejamento diferenciado para áreas remotas. A região de Mâncio Lima, escolhida para a abertura, abriga as etnias Puyanawa, Nukini e Nawa, totalizando cerca de dois mil indígenas que dependem da atuação das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI).
O histórico da ação, instituída em 2010, demonstra que a busca ativa intraterritorial é a ferramenta mais eficaz para garantir a segurança sanitária nessas regiões. Segundo o Ministério da Saúde, o monitoramento contínuo de indicadores permitirá ajustes em tempo real durante os 30 dias de campanha para assegurar que nenhuma comunidade fique desassistida.