Lula conversa com Petro após crise eleitoral na Colômbia
Lula reconheceu vitória da oposição na Colômbia, mas defende transição pacífica após contestação feita por Gustavo Petro
- Publicado: 09/07/2026 17:34
- Alterado: 09/07/2026 17:34
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: Governo Federal
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone nesta quinta-feira (09/07) com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, em meio à crise política envolvendo o resultado das eleições presidenciais no país vizinho.
Petro afirmou que não reconhece a vitória do candidato de direita Abelardo de la Espriella, eleito no segundo turno realizado em junho. O atual presidente colombiano havia apoiado a candidatura de Iván Cepeda, que acabou derrotado nas urnas.
Lula defende estabilidade na Colômbia
Apesar da proximidade política com Gustavo Petro, Lula reconheceu o resultado da eleição colombiana. O governo brasileiro acompanha o cenário com preocupação diante do risco de instabilidade na região e defende uma transição pacífica de poder.
A missão de observação da União Europeia avaliou que o segundo turno ocorreu de forma transparente e organizada, destacando que o processo foi sustentado pelas instituições democráticas do país.
Petro convoca manifestações após derrota
Após questionar o resultado eleitoral, Gustavo Petro convocou a população colombiana para manifestações no dia 20 de julho, data em que o país celebra sua independência.
O presidente afirmou que os atos acontecerão em praças públicas e reforçou críticas ao resultado das eleições.
Relação entre Brasil e Colômbia
Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a relação entre Brasil e Colômbia vai além das diferenças ideológicas e destacou pautas consideradas estratégicas para os dois países.
Segundo o presidente brasileiro, a cooperação entre as nações é importante para enfrentar desafios como a preservação da Amazônia e o combate ao crime organizado.
O resultado eleitoral representa uma mudança política na Colômbia, com a chegada de um governo de direita após o primeiro mandato de esquerda da história recente do país.