PF apreende espingarda registrada em nome de Jair Bolsonaro no RS
Espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro foi entregue voluntariamente à Polícia Federal no Rio Grande do Sul, encerrando a lista de armamentos que deveriam ser recolhidos por determinação do STF.
- Publicado: 09/07/2026 07:14
- Alterado: 09/07/2026 07:14
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: PF
A Polícia Federal apreendeu nesta quarta-feira (8) uma espingarda registrada no nome de Jair Bolsonaro. O recolhimento ocorreu em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul, após um morador procurar a corporação voluntariamente para devolver o armamento.
Agentes federais foram ao endereço gaúcho porque o transporte da arma não podia ser regularizado. Este era o último item da lista de armamentos exigida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ordem do STF e divergência no acervo
A operação encerra um ciclo de buscas pelas armas de Bolsonaro. Mais cedo, a corporação havia cumprido mandados na residência do político buscando munições e documentos, mas nada foi encontrado no local.
Moraes autorizou a ofensiva após identificar inconsistências. O magistrado notou conflitos entre a quantidade de itens registrados e o arsenal efetivamente entregue pelas defesas aos órgãos de controle.
“Sobrevieram aos autos informações indicando divergência entre o quantitativo de armas de fogo regularmente registradas e aquelas efetivamente entregues aos órgãos competentes”, afirmou Moraes no despacho.
O ministro considerou a posse de armamentos incompatível com a situação jurídica atual de Bolsonaro. Na semana anterior, o magistrado já havia revogado o registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do político.
Histórico do recolhimento
A exigência de apreensão começou após uma pistola vinculada ao ex-chefe do Executivo ser flagrada em uma blitz no Distrito Federal. A defesa alegou inicialmente que duas armas estavam com a corporação desde 2023 por ordem do Tribunal de Contas da União (TCU).
Os advogados também indicaram que outros oito itens estariam guardados no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília. O Comando da unidade, no entanto, informou ao STF no domingo que abrigava apenas seis peças.
Após a nota dos militares evidenciar a falta do armamento, a defesa realizou uma nova checagem. Os representantes de Bolsonaro confirmaram então que a espingarda faltante aguardava em uma importadora gaúcha, motivando a apreensão final.