Legado do Papa Francisco: canonizações e nomeações que marcaram a Diocese de Santos
Papa Francisco deixa legado na Diocese de Santos: canonizações e novo bispo marcam sua última contribuição à Igreja Católica.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 21/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O Papa Francisco deixou um legado significativo para a Diocese de Santos, no litoral paulista, ao canonizar santos ligados à região e nomear um novo bispo coadjutor. Essas ações, realizadas pouco antes de seu falecimento, ressaltam a importância da Baixada Santista para a Igreja Católica.
Jorge Mario Bergoglio, conhecido como Papa Francisco, faleceu na manhã de 21 de agosto de 2023, às 2h35 pelo horário de Brasília. O pontífice, que tinha 88 anos, enfrentava complicações devido a uma pneumonia bilateral, após um longo período de internação que durou 38 dias.
Durante sua hospitalização, o Papa fez a nomeação de Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães como bispo coadjutor da Diocese de Santos, uma decisão tomada em 24 de fevereiro de 2023. Essa nomeação seguiu o pedido feito por Dom Tarcísio Scaramussa, atual bispo diocesano.

Em nota oficial, Dom Scaramussa expressou seu pesar pela morte do Papa, convocando a comunidade católica para unir-se em oração. “Convido o povo de Deus a se unir em oração com toda a igreja que hoje entrega nas mãos do Pai misericordioso o querido papa Francisco”, declarou. Ele também elogiou o pontífice por seu “testemunho de amor marcado pelo acolhimento e pela coragem profética”.
A canonização de figuras religiosas associadas à Baixada Santista foi uma das marcas mais notáveis do papado de Francisco. Entre os santos canonizados estão André de Soveral, Madre Teresa de Calcutá e São José de Anchieta. Cada um desses nomes possui uma forte conexão com a história da região.

André de Soveral, natural de São Vicente, foi canonizado em uma cerimônia no Vaticano em outubro de 2017. Ele foi assassinado em 1645 ao defender a fé católica durante uma invasão holandesa. Por sua vez, Madre Teresa foi reconhecida como santa em 2016 e teve um milagre atribuído a ela envolvendo um morador de Santos, que se curou após invocar sua intercessão.

São José de Anchieta, considerado o padroeiro do Brasil, também foi canonizado durante o papado de Francisco, em 2014. Anchieta dedicou parte significativa de sua vida à catequese dos indígenas no Brasil e passou um tempo considerável em Itanhaém.

Além disso, em um apelo recente aos fiéis, o Papa incentivou a inspiração na figura de Santa Josefina Bakhita, que também teve um milagre relacionado à cidade de Santos e foi canonizada em 2000.
Com sua morte, o Papa Francisco deixa um legado que não apenas eleva a Baixada Santista no contexto da Igreja Católica, mas também reflete sua visão inclusiva e humanitária. O impacto das suas decisões será sentido por muitos anos na Diocese de Santos e além.
A vida e os ensinamentos do Papa Francisco continuarão a ser lembrados pelos católicos como exemplos de fé e compaixão. Sua influência transcende fronteiras e inspira comunidades ao redor do mundo.