Catedral da Sé recebe multidão para missa em homenagem ao papa Francisco

A cerimônia teve início às 12h e foi conduzida pelo cardeal Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo

Crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil

Na tarde desta segunda-feira, 21 de outubro, a Catedral da Sé, localizada no coração de São Paulo, recebeu um grande público que se reuniu para uma missa em memória do papa Francisco, falecido na manhã do mesmo dia.

No altar da catedral, uma fotografia do papa acompanhada de um profusão de flores prestava tributo ao líder religioso. Em suas palavras de abertura, o cardeal expressou: “Recebemos com tristeza a notícia do falecimento do papa Francisco. Se eu pudesse dizer, ele escolheu um dia simbólico para partir: uma segunda-feira da Páscoa, que nos lembra que a morte é superada pela vida e pela ressurreição”.

Durante sua homilia, Dom Odilo destacou a importância da vida e do legado de Francisco à Igreja Católica e à sociedade. “O papa Francisco deixou uma marca indelével tanto na Igreja quanto na humanidade. Nos próximos dias, haverá diversas reflexões sobre sua trajetória e seu pontificado. Contudo, é inegável que ele sempre se mostrou profundamente humano. Nunca escondeu suas limitações, como a condição de cadeirante ou os desafios enfrentados por sua saúde”, afirmou o cardeal.

Divulgação/Vaticano

Para Dom Odilo, o papa Francisco exemplificou valores fundamentais que devem ser preservados pela sociedade. “Ele sempre defendeu os marginalizados: pobres, idosos, crianças não desejadas e migrantes. Sua mensagem era clara: todos merecem respeito e dignidade. A condição humana é marcada por fragilidade; não podemos permitir que a desumanidade prevaleça em nossa sociedade”.

Em coletiva de imprensa realizada antes da missa, Dom Odilo comentou sobre a importância do pontificado de Francisco para a Igreja Católica desde sua eleição em 2013. Ele elogiou as iniciativas do papa em avançar nas diretrizes estabelecidas pelo Concílio Vaticano II. “Francisco promoveu uma Igreja mais voltada para o mundo exterior, deixando para trás uma visão restrita e introvertida”, afirmou.

O cardeal também mencionou as reformas propostas pelo papa no combate a abusos dentro da Igreja: “Francisco tomou medidas firmes para enfrentar questões morais sérias entre membros do clero. Ele continuou o trabalho iniciado por Bento XVI contra corrupção moral e abusos sexuais”.

Por fim, Dom Odilo observou que Francisco será lembrado por ter promovido a inclusão de cardeais provenientes de regiões menos representadas na hierarquia da Igreja: “Ele buscou ouvir vozes das periferias sociais e geográficas, garantindo que a Igreja estivesse conectada com todas as realidades ao redor do mundo”.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 21/04/2025
  • Fonte: Farol Santander São Paulo