O que fazer após imunização com vacina da dengue do Butantan
Vacina da dengue do Butantan é suspensa de forma preventiva após notificação de eventos adversos; autoridades afirmam que não há evidência de ligação direta até o momento
- Publicado: 08/06/2026 18:19
- Alterado: 08/06/2026 18:19
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: FOLHAPRESS
O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da vacina da dengue do Instituto Butantan nesta segunda-feira (8), após a notificação de 42 casos de reações adversas severas, incluindo três casos considerados graves e duas mortes. A decisão é preventiva e permanecerá válida até a conclusão das análises técnicas sobre possível relação entre os eventos e a aplicação do imunizante.
O que motivou a suspensão da vacina da dengue

A decisão de suspender a vacina da dengue foi tomada após a identificação de eventos adversos que passaram a ser monitorados pela rede de vigilância em saúde. Segundo o Ministério da Saúde, os casos registrados incluem manifestações clínicas graves que exigem investigação detalhada por lote, território e unidade de vacinação.
Durante coletiva de imprensa, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que, até o momento, não há elementos suficientes para estabelecer causalidade entre os casos e a vacina da dengue. Ele reforçou ainda que as pessoas já imunizadas seguem protegidas.
Riscos e sintomas monitorados após a vacina da dengue
O governo federal orienta que pessoas vacinadas nos últimos 21 dias estejam atentas a sinais clínicos que possam indicar agravamento do quadro. Entre os sintomas monitorados estão:
- Febre
- Dor abdominal intensa e contínua
- Vômitos persistentes
- Tontura
- Sangramentos
- Sonolência intensa
- Irritabilidade
- Sinais de desidratação
- Piora do estado geral
Em caso de agravamento, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação médica. A vigilância será intensificada em hospitais para identificar possíveis padrões entre pacientes que receberam a vacina da dengue.
Posicionamento do Ministério da Saúde e especialistas sobre a vacina da dengue
O Ministério da Saúde informou que será realizado um monitoramento ativo em casos de dengue, especialmente em pacientes recentemente vacinados, além de óbitos e casos com sinais de alarme. A análise será feita de forma agrupada, considerando lote, unidade de aplicação e localização geográfica.
A infectologista Giovanna Marssola, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, destacou que a situação não deve gerar pânico. Segundo ela, a medida adotada em relação à vacina da dengue é compatível com protocolos de segurança farmacovigilância.
“Ainda não há comprovação de relação causal. As reações mais frequentemente observadas são leves e tendem a se resolver espontaneamente em poucos dias”, afirmou. A médica reforçou que vacinas seguem sendo uma das principais ferramentas de prevenção e controle de doenças infecciosas ao longo da história.