Haddad rebate críticas da direita e defende legado na educação
Ex-ministro relembrou a criação do programa de bolsas universitárias e destacou os investimentos históricos do governo federal na área.
- Publicado: 10/05/2026 14:34
- Alterado: 10/05/2026 14:34
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Assessoria
O ex-ministro da Fazenda Haddad fez críticas abertas à direita durante o II Encontro Nacional de Prounistas e Bolsistas. O evento ocorreu na noite de quinta-feira (7), na Universidade Paulista (UNIP), localizada na capital paulista. O político focou seu discurso na defesa das políticas de inclusão no ensino superior.
Ao detalhar os bastidores da criação do programa governamental, o pré-candidato ao governo de São Paulo apontou a forte resistência de setores conservadores. A oposição tentou barrar o acesso de estudantes de baixa renda às universidades privadas logo no início do projeto.
“O pessoal da direita não queria o Prouni porque eles estavam no bem bom, sem pagar impostos. E vocês sabem que eu não gosto desse pessoal que não paga imposto desde criancinha”, afirmou o pré-candidato.
Haddad avalia impactos no ensino superior
A gestão no Ministério da Educação durante os dois primeiros mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva consolidou o programa lançado em 2004. O modelo se converteu em uma vitrine central das iniciativas petistas voltadas para os jovens brasileiros.
As contestações da época miravam o direcionamento de recursos para instituições particulares. Haddad rebateu as antigas acusações mencionando a expansão simultânea da rede federal e o fortalecimento do ensino básico através do Fundeb.
“Disseram que não íamos investir em universidades públicas por causa do Prouni, e foi feito o maior investimento da história. A cada dúvida, a gente respondia com um programa”, destacou.
Mobilização estudantil dita o rumo político
O encontro na universidade abriu espaço para debater o papel da juventude na formulação de novas diretrizes públicas. O engajamento dos estudantes universitários atua como uma ferramenta indispensável para pressionar por mudanças estruturais no país.
“Quando a UNE vai no MEC, apresenta uma pauta de reivindicações, isso é muito importante. Não subestimem. Tem muita coisa errada ainda no Brasil, esse país só vai ser arrumado por vocês”, ressaltou o ex-ministro.
O encerramento do discurso trouxe um alerta sobre o futuro do desenvolvimento nacional e as barreiras impostas pela elite econômica. Grupos contrários aos avanços sociais seguem operando para frear a ascensão de novas classes, exigindo vigilância contínua da sociedade civil, segundo a avaliação final de Haddad.