Funcraf atende 11 mil com fissura labiopalatina no ABC

A Funcraf promove a reabilitação e qualidade de vida de bebês com fissuras no palato e distribui aparelhos auditivos no ABC

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O município de São Bernardo do Campo destaca uma importante rede de apoio à saúde no Dia Nacional de Conscientização sobre a Fissura Labiopalatina, celebrado em 24 de junho. A Funcraf (Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades Craniofaciais), sediada na cidade, consolidou-se como a grande referência no tratamento gratuito dessa malformação congênita para as sete cidades do Grande ABC, registrando a expressiva marca de 11.639 pacientes atendidos em 2025 pelo SUS.

A fissura labiopalatina ocorre quando as estruturas do lábio ou do céu da boca (palato) não se unem corretamente nas primeiras semanas da gestação. Por exigir uma abordagem integral, a fundação oferece um corpo clínico multidisciplinar composto por pediatras, dentistas, fonoaudiólogos, otorrinolaringologistas, psicólogos e assistentes sociais, além de direcionar os pacientes para os procedimentos cirúrgicos necessários.

Reabilitação auditiva para o ABC

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Além do foco nas deformidades craniofaciais, a Funcraf atua na área de reabilitação para pacientes com perda auditiva. O local realiza exames detalhados, consultas de acompanhamento e fornece aparelhos auditivos gratuitamente.

Essa ala do serviço de saúde atende especificamente aos moradores de São Bernardo, Diadema e São Caetano do Sul, com o financiamento integral dos atendimentos e das próteses custeado pela Secretaria de Saúde de São Bernardo.

“Especialmente nos casos de fissura labiopalatina, quanto antes os bebês iniciam os tratamentos, melhores os resultados para a fala e desenvolvimento”, destaca a gerente executiva da Funcraf, Anna Claudia Jorge Amaral.

Tratamento que atravessa gerações

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O acesso à instituição é feito por meio de encaminhamento das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O acolhimento rápido faz a diferença para famílias como a da pequena Jade, de apenas um mês de vida, que teve sua primeira consulta na fundação nesta semana.

O pai da bebê, Wellington Luz Gonçalves, nasceu com a mesma condição e também passou por cirurgias e reabilitação na Funcraf quando era recém-nascido. Ao descobrir a fissura na 22ª semana de gestação por meio do ultrassom, ele conta que se sentiu aliviado por saber que a filha contaria com a mesma estrutura pública.

Outro caso de sucesso é o do pequeno Thomas, de menos de 2 anos. Embora tenha operado pela rede particular, todo o seu tratamento de fonoaudiologia, odontologia e pediatria é realizado na fundação pelo SUS. “Aqui a gente se sente muito bem, ele adora e é muito bem tratado”, relata o pai, Felipe Viviani de Oliveira, morador do bairro Assunção.

  • Publicado: 25/06/2026 15:49
  • Alterado: 25/06/2026 15:49
  • Autor: Daniela Ferreira
  • Fonte: PMSBC