Ciberataques geram perdas de R$ 7 mi e alteram estratégias das empresas

Documento estratégico mitiga prejuízos de R$ 7,19 milhões por violação de dados e amplia governança

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Diante de um cenário onde os riscos digitais se tornam cada vez mais sofisticados, a cibersegurança deixou de ser uma pauta técnica para assumir o centro das decisões de negócios. Com a pressão por redução de custos e conformidade regulatória, empresas brasileiras têm recorrido ao Plano Diretor de Segurança da Informação (PDSI) como alicerce fundamental para o planejamento de 2026.

A LC SEC, consultoria especializada em maturidade e compliance com atuação no Brasil e Europa, alerta que a estruturação antecipada do PDSI é vital para organizações que buscam organizar a governança e definir orçamentos assertivos. Segundo o relatório Cost of a Data Breach 2025 da IBM, o custo médio de uma violação de dados no Brasil atingiu a marca de R$ 7,19 milhões. Este valor impacta diretamente a reputação corporativa e pode paralisar operações críticas por dias.

Cenário global de ameaças e custos

Embora o estudo da IBM aponte uma queda global no custo médio para US$ 4,44 milhões — reflexo de melhores práticas de detecção —, o Brasil segue enfrentando desafios severos. A falta de governança estruturada em cibersegurança mantém o risco elevado para muitas organizações nacionais.

Dados do Data Breach Investigations Report 2025, da Verizon, reforçam a urgência do tema. A análise de mais de 22 mil incidentes confirmou que vetores como credenciais roubadas, vulnerabilidades não corrigidas e falhas de terceiros continuam sendo as portas de entrada favoritas dos atacantes. Para a LC SEC, esses números comprovam que a proteção de dados deve ser tratada como estratégia de negócio, e não apenas como um custo operacional.

O papel estratégico do PDSI

Para evitar gastos emergenciais e decisões precipitadas, o PDSI atua organizando a trilha de maturidade da empresa. Luiz Claudio, CEO da LC SEC, destaca a importância da previsibilidade nas ações de cibersegurança:

“O Plano Diretor permite que a empresa entenda sua situação atual, identifique lacunas, defina prioridades e estime investimentos antes de entrar no ano seguinte. Essa previsibilidade melhora a alocação de orçamento, fortalece auditorias e reduz vulnerabilidades críticas.”

O modelo desenvolvido pela consultoria funciona como um roteiro detalhado. Ele inclui diagnósticos de risco, score de maturidade e um roadmap priorizado de 12 a 36 meses, alinhado a normas internacionais como ISO 27001 e NIST CSF. Além disso, o plano integra sugestões de KPIs executivos e políticas de cibersegurança, facilitando a integração com ferramentas já existentes no ambiente do cliente, como Microsoft 365 e Jira.

Casos reais de mitigação de riscos

A eficácia do planejamento estratégico em cibersegurança é comprovada na prática. Nos últimos 12 meses, a implementação de PDSIs em fintechs e empresas de tecnologia resultou em um ganho de 1 a 2 níveis de maturidade em domínios críticos.

Casos recentes ilustram esse impacto:

  • Fintech em regulação: O PDSI corrigiu controles fragmentados e formalizou riscos, permitindo que a empresa passasse por auditorias regulatórias sem apontamentos críticos.
  • Empresa B2B: Ao expor lacunas contratuais com terceiros, a organização ajustou processos e evitou os impactos de um incidente que, meses depois, atingiu um de seus fornecedores.

Cultura de segurança e governança

Para Luiz Claudio, a adoção do Plano Diretor simboliza uma mudança cultural necessária. A visão de que a segurança se resume a um checklist está obsoleta. O executivo reforça que a cibersegurança eficaz depende da evolução integrada entre processos, tecnologia e pessoas.

“Ainda existe a percepção de que segurança e awareness são itens de checklist, mas isso não funciona mais. Maturidade real aparece quando processos, tecnologia e pessoas evoluem de forma integrada. Nosso objetivo é apoiar as empresas nessa transformação, para que segurança deixe de ser reação e passe a ser comportamento contínuo.”

Consolidar riscos e garantir a previsibilidade de investimentos coloca o PDSI como a ferramenta central para empresas que desejam entrar em 2026 com resiliência. Em setores críticos, essa preparação pode ser o fator decisivo para evitar prejuízos milionários e sustentar a operação.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 15/12/2025
  • Fonte: Farol Santander São Paulo