Greve na Petrobras começa hoje por tempo indeterminado
Trabalhadores rejeitam proposta salarial e iniciam paralisação nacional nas unidades da estatal
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 15/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
A greve na Petrobras teve início oficialmente à zero hora desta segunda-feira, dia 15. A mobilização, aprovada na última sexta-feira (12), ocorre após a categoria rejeitar a contraproposta apresentada pela companhia para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). O movimento foi deflagrado por tempo indeterminado e promete impactar diversas operações da estatal.
Segundo Sérgio Borges, coordenador-geral do Sindipetro-NF, a adesão é massiva. A paralisação envolve os 14 sindicatos da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que representam cerca de 25 mil trabalhadores e abrangem 61% das unidades da empresa. A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), responsável por 80% da extração de petróleo no Brasil e representando mais de 50 mil empregados, também integra o movimento.
Até o momento do fechamento desta reportagem, a companhia não havia se manifestado sobre a greve na Petrobras.
Impasse nas negociações salariais
O cenário que motivou a greve na Petrobras é resultado de mais de três meses de negociações sem sucesso. A FUP argumenta que a oferta da empresa falha em restaurar direitos suprimidos em gestões passadas e não propõe uma solução adequada para o equacionamento do déficit da Petros (fundo de pensão).
O ponto crítico é a questão salarial. Os sindicatos consideram o reajuste proposto insuficiente:
- Proposta da empresa: Reposição da inflação + ganho real de 0,5% (totalizando 5,66%).
- Demanda dos trabalhadores: Reajuste de 9,8% para cobrir perdas históricas.
Além dos ativos, aposentados e pensionistas têm realizado vigílias na sede da empresa no Rio de Janeiro, protestando contra os descontos do fundo de pensão, fortalecendo a atual greve na Petrobras.
Lista de reivindicações da categoria
A pauta de reivindicações da greve na Petrobras é extensa e busca melhorias estruturais e financeiras. Entre os principais pontos exigidos pelos trabalhadores, destacam-se:
- Acordo Coletivo: Implementação de ACT 2025-2026 com ultratividade;
- Salários: Tabela salarial única para ativos e aposentados e reajuste na Hora Extra Troca de Turno (HETT);
- Benefícios: Retorno do Programa Jovem Universitário (reembolso de 80%) e isonomia no vale-alimentação;
- Condições de Trabalho: Fim de práticas injustas no offshore, regime 14×21 para embarcados e avanços no teletrabalho;
- Gestão: Fim da privatização da PBIO, pagamento das dívidas com a Petros e combate à terceirização excessiva.
Histórico recente de mobilizações
Esta não é a primeira paralisação do ano. Em março, uma greve de 24 horas contestou a redução da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Anteriormente, em fevereiro, o setor administrativo paralisou atividades contra restrições ao trabalho remoto.
O contexto da atual greve na Petrobras, sob a presidência de Magda Chambriard, remete à grande mobilização de 2020, que durou 20 dias e combateu demissões na fábrica Araucária Nitrogenados. A nova paralisação afeta unidades administrativas, refinarias e plataformas em todo o território nacional.