Cunha quer barrar testemunhas da Lava Jato em processo no Conselho

A defesa do presidente da Câmara protocolou no Conselho de Ética da Casa, pedido para que as oito testemunhas investigadas na Lava Jato não sejam ouvidas pelo colegiado

Cunha quer barrar testemunhas da Lava Jato em processo no Conselho

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O advogado Marcelo Nobre alega suspeição das testemunhas que foram arroladas no processo por quebra de decoro parlamentar, uma vez que elas fizeram delação premiada e vão falar de atos que não constaram no parecer preliminar do relator Marcos Rogério (DEM-RO).

Também na terça, o juiz federal Sérgio Moro autorizou a cúpula do Conselho de Ética a ouvir ainda neste mês as testemunhas que estão presas. Ele determinou que as oitivas aconteçam em sessões fechadas e em Curitiba, sede das investigações da Lava Jato.

Na semana passada, o relator deputado Marcos Rogério apresentou seu plano de trabalho para a fase de instrução do processo e pediu para que fossem ouvidos como testemunhas de acusação o doleiro Alberto Youssef e os lobistas Júlio Camargo e Fernando Soares, o Fernando Baiano.

Rogério também decidiu convidar o ex-dirigente da BR Distribuidora João Augusto Henrique, Leonardo Meirelles, ligado a Youssef, o ex-gerente da Área Internacional da Petrobras Eduardo Vaz Musa, Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior além do próprio representado. O colegiado não tem força de convocação, portanto as testemunhas são livres para recusar o convite.

  • Publicado: 06/04/2016 14:28
  • Alterado: 06/04/2016 14:28
  • Autor: Redação ABCdoABC
  • Fonte: Estadão Conteúdo