Congresso Nacional aprova criação da liderança da oposição
Função que será alternada entre Câmara e Senado a cada dois anos
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 17/06/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Na última terça-feira, dia 17, o Congresso Nacional deliberou e aprovou um projeto que estabelece a criação da liderança da oposição, um passo significativo para a organização política do país. O novo cargo, que terá sua alternância entre a Câmara dos Deputados e o Senado a cada dois anos, busca equilibrar a representação no Legislativo.
Entenda a proposta de liderança da oposição
A iniciativa foi proposta por Carlos Portinho, líder do PL no Senado, e visa conferir à liderança da oposição as mesmas prerrogativas já conferidas à liderança governamental. Essa mudança é crucial, pois até então, embora existissem lideranças de oposição em ambas as casas legislativas, uma representação formal no âmbito do Congresso não era contemplada.

O relator da proposta, senador Marcos Rogério (PL-RO), destacou a importância das emendas que modificaram o projeto original, que previa uma troca anual do cargo. Com as alterações, a liderança será renovada a cada dois anos, permitindo uma gestão mais estável e continuada.
Quem irá escolher o líder de oposição?
De acordo com o texto aprovado, a indicação do líder da oposição será feita pelo bloco parlamentar ou partido que contar com o maior número de representantes contrários ao governo. Essa escolha será realizada de maneira alternada entre as duas casas legislativas, promovendo um ciclo democrático e representativo.
Marcos Rogério ressaltou recebimento de apoio pela proposta

Marcos Rogério também ressaltou o amplo apoio recebido para essa proposta, citando que 84 deputados e 22 senadores manifestaram seu apoio ao projeto. Ele argumentou que a nova liderança é uma resposta necessária para corrigir um “desequilíbrio entre as forças políticas” presentes no Congresso Nacional.
O relator enfatizou ainda que enquanto o chefe do Poder Executivo tem a capacidade de nomear um congressista como seu líder no Legislativo — podendo incluir até 18 vice-líderes — a oposição carecia de uma estrutura similar. Essa ausência representa uma violação indesejável do princípio da equidade política no Congresso, conforme expôs Rogério durante a defesa do projeto.