Cerrado teve aumento de 12% nas queimadas em 2025

Enquanto a Amazônia reduziu em 72%. Dados do MapBiomas ressaltam a urgência na preservação ambiental.

Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O bioma do cerrado apresentou um aumento de 12% na área queimada no início de 2025, uma estatística que se agrava ao considerar um crescimento de 106% quando comparado à média histórica desde 2019. Esses dados preocupantes foram revelados pelo MapBiomas.

A recente atualização dos dados sobre queimadas no Brasil indica uma queda geral de 70% na área atingida por incêndios florestais durante o primeiro trimestre de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Entre janeiro e março deste ano, aproximadamente 912,9 mil hectares foram consumidos pelas chamas, contrastando com os alarmantes 4,48 milhões de hectares devastados em 2024.

De acordo com o levantamento do MapBiomas, a maior parte da vegetação queimada (78%) corresponde a áreas de vegetação nativa. Apesar da redução geral, a Amazônia permanece como o bioma mais afetado pelos incêndios nos primeiros meses do ano.

Vera Arruda, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e do MapBiomas Fogo, comentou sobre a influência das condições climáticas: “Os dados refletem a sazonalidade climática nos biomas brasileiros; o período chuvoso em grande parte dos biomas resultou em uma diminuição nas áreas queimadas”.

Ao analisar o impacto das queimadas nos diferentes biomas, destaca-se:

  • Amazônia: Com 774 mil hectares queimados, o bioma observou uma redução de 72% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. No entanto, continua sendo responsável por 84% da área total queimada no país.
  • Cerrado: Este bioma foi um dos poucos que registrou aumento nas queimadas, totalizando 91,7 mil hectares, um incremento de 12% sobre os dados de 2024 e um crescimento de 106% em relação à média histórica desde 2019.
  • Pantanal: A área atingida por incêndios caiu drasticamente, com uma redução de 86%, totalizando apenas 10,9 mil hectares queimados.
  • Mata Atlântica: Foram registrados 18,8 mil hectares queimados, com a maioria (82,5%) ocorrendo em áreas voltadas à agropecuária.
  • Pampa: O bioma teve um aumento modesto de 1,487%, totalizando 6,6 mil hectares queimados.

Além disso, os estados mais impactados pelas queimadas incluem Roraima (415,7 mil hectares), Pará (208,6 mil hectares) e Maranhão (123,8 mil hectares), que juntos representam cerca de 81% da área total queimada no Brasil durante o primeiro trimestre. Felipe Martenexen, pesquisador do IPAM e do MapBiomas Fogo, atribui essa prevalência em Roraima à sua peculiar sazonalidade climática. “Roraima possui um regime climático distinto; enquanto outros estados enfrentam chuvas neste período, Roraima está em sua estação seca”, explicou Martenexen.

Esses dados ressaltam a urgência da discussão sobre a preservação ambiental e a necessidade de estratégias eficazes para mitigar os efeitos das queimadas nos biomas brasileiros.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 16/04/2025
  • Fonte: Sorria!,