Governo federal anuncia expansão do Programa Minha Casa, Minha Vida

Novas faixas de renda e condições facilitadas para moradia digna no Brasil

Crédito: Ministério das Cidades

O governo federal revelou uma importante atualização em seu programa habitacional, Minha Casa, Minha Vida, com a inclusão de uma nova linha de financiamento destinada a famílias cuja renda mensal não ultrapasse R$ 12 mil. Essa medida, anunciada recentemente, busca facilitar o acesso à moradia digna e está prevista para entrar em vigor na primeira quinzena de maio.

A nova modalidade de financiamento, que será classificada como “Faixa 4” do programa, permitirá que famílias com rendimentos mensais entre R$ 8,6 mil e R$ 12 mil acessem condições de crédito com juros inferiores aos praticados pelo mercado atual, que supera 11,5% ao ano. A taxa de juros estabelecida para esta faixa será de 10% ao ano.

As famílias que se enquadrarem nesta categoria poderão financiar imóveis com um valor máximo de até R$ 500 mil. Contudo, é importante ressaltar que não haverá subsídios governamentais para esses financiamentos; portanto, os beneficiários serão responsáveis pelo pagamento integral dos valores.

De acordo com o governo, essa ampliação deve atender aproximadamente 120 mil novas famílias e representa um movimento estratégico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em direção à classe média, especialmente em um ano eleitoral que se aproxima.

Ajustes nas Faixas de Renda

Além da criação da Faixa 4, o Conselho Curador do FGTS também aprovou alterações nos limites de renda das outras faixas do programa. As novas definições são as seguintes:

  • Faixa 1: renda familiar de até R$ 2.850 mensais (anteriormente R$ 2.640);
  • Faixa 2: renda familiar de até R$ 4.700 mensais (anteriormente R$ 4.400);
  • Faixa 3: renda familiar de até R$ 8.600 mensais (anteriormente R$ 8.000).

Essas modificações têm o potencial de beneficiar cerca de 100 mil famílias adicionais, conforme informações fornecidas pelo Ministério das Cidades.

Benefícios para Beneficiários do BPC e Bolsa Família

Outra mudança significativa refere-se às famílias que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Bolsa Família. Para essas famílias, não haverá necessidade de pagamento das prestações, pois o imóvel será totalmente subsidiado pelo governo.

Novas Diretrizes para Municípios Menores

O Conselho do FGTS também autorizou ajustes nos valores máximos dos imóveis a serem financiados em municípios com menos de 100 mil habitantes. O objetivo é fomentar investimentos no interior do país. Os novos limites variam entre R$ 210 mil e R$ 230 mil, representando um aumento entre 11% e 16% em comparação aos valores anteriores.

Aproximadamente, as famílias com renda mensal de até R$ 4.700 poderão adquirir imóveis dentro do teto da Faixa 3, com valor máximo de R$ 350 mil. Porém, estas operações deverão seguir as condições específicas dessa faixa, que incluem taxas de juros entre 7,66% e 8,16% ao ano sem direito a descontos.

Com essas medidas, o governo busca não apenas ampliar as opções de habitação para a população brasileira, mas também impulsionar a economia através da construção civil e da geração de empregos no setor.

  • Publicado: 15/01/2026
  • Alterado: 15/01/2026
  • Autor: 16/04/2025
  • Fonte: Fever