Auxílio-Aluguel registra alta de 266% na Grande São Paulo
Auxílio-Aluguel amplia atendimento a mulheres vítimas de violência, chega a mais municípios e supera R$ 24 milhões em investimentos
- Publicado: 02/07/2026 16:23
- Alterado: 02/07/2026 16:23
- Autor: Daniela Penatti
- Fonte: SEDS
O número de mulheres beneficiadas pelo Auxílio-Aluguel na Região Metropolitana de São Paulo cresceu 266% em junho de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Dados da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS) mostram que 886 mulheres cadastradas no programa até maio receberam o benefício no último mês, com repasse de R$ 443,5 mil. Em junho do ano passado, foram contempladas 242 beneficiárias, totalizando R$ 121 mil.
Desde a implantação da iniciativa, em fevereiro de 2025, mais de 1,2 mil mulheres já foram atendidas na região metropolitana, com investimentos próximos de R$ 3,6 milhões. Em todo o Estado de São Paulo, o avanço também foi expressivo: mais de 5,3 mil mulheres vítimas de violência doméstica receberam o benefício em junho deste ano, frente a 1,8 mil registradas no mesmo mês de 2025.
Expansão do Auxílio-Aluguel fortalece rede de proteção às mulheres
O crescimento no número de beneficiárias do Auxílio-Aluguel reflete a ampliação do acesso à política pública e o fortalecimento da rede estadual de proteção às mulheres em situação de violência. A iniciativa busca oferecer condições para que vítimas consigam romper o ciclo de agressões e reconstruir a vida com mais segurança e autonomia.
Pela primeira vez, o programa ultrapassou a marca de cinco mil mulheres atendidas em um único mês no Estado.
“Alcançar esse recorde de atendimento mostra a força e a urgência de uma política pública voltada para que as mulheres não fiquem desamparadas”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém. “Mais do que números, estamos falando de vidas que ganham a oportunidade real de romper o ciclo da violência com dignidade e autonomia.”
Programa já alcança 591 municípios paulistas
A iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Social integra as ações do movimento SP Por Todas, fortalecendo a rede de atendimento especializado às mulheres vítimas de violência. Atualmente, o programa está presente em 591 municípios paulistas, reforçando o papel da assistência social municipal como porta de entrada para o benefício.
Desde fevereiro de 2025, mais de 8,4 mil mulheres receberam o Auxílio-Aluguel por pelo menos um mês, totalizando investimentos superiores a R$ 24 milhões.
Criado pelo Governo do Estado de São Paulo, o programa concede uma ajuda de custo mensal de R$ 500 durante seis meses, com possibilidade de renovação pelo mesmo período. A medida tem como objetivo garantir suporte financeiro para que mulheres em situação de vulnerabilidade consigam deixar relações abusivas com segurança e dignidade.
Quem pode solicitar o benefício
Podem solicitar o Auxílio-Aluguel mulheres que possuam medida protetiva expedida pela Justiça, residam no Estado de São Paulo, estejam em situação de vulnerabilidade e tenham renda familiar de até dois salários mínimos no momento da separação.
O cadastramento é realizado pela rede municipal de assistência social nos municípios participantes. Após análise e aprovação, o benefício é pago por meio da Poupança Social do Banco do Brasil, diretamente às beneficiárias.
Além do auxílio financeiro, o programa também facilita o acesso a outras políticas públicas municipais, ampliando o acompanhamento social e o atendimento especializado às mulheres em todo o estado.
Onde buscar ajuda
Mulheres em situação de violência podem procurar atendimento nos seguintes serviços:
- Assistência Social: Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) e Centros de Referência de Atendimento à Mulher.
- Saúde: Unidades Básicas de Saúde (UBS), Prontos-Socorros (PS) e hospitais.
- Segurança Pública: Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), Distritos Policiais (DPs), batalhões da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.
- Sistema de Justiça: Ministérios Públicos, Defensorias Públicas e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).