ABC Cast Conexões abre as cortinas do teatro independente

Natural de Santo André, Beatriz Machado fala sobre carreira, dramaturgia e a realidade de quem faz teatro independente no ABC

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Antes de uma atriz entrar em cena, existe uma parte do teatro que o público quase nunca vê. Há ensaio, divulgação, deslocamento, tentativa de vender ingresso, ausência de patrocínio, cachê incerto, adaptação de agenda e uma insistência que nem sempre cabe na imagem romântica de quem escolheu viver de arte. No teatro independente, o aplauso costuma chegar depois de um trabalho longo, coletivo e muitas vezes bancado pelos próprios artistas.

É desse lugar que Beatriz Machado fala no 15º episódio da segunda temporada do ABC Cast Conexões. Atriz, roteirista e psicóloga de formação, ela é andreense e atua no teatro desde os 15 anos. Sua trajetória reúne montagens profissionais como atriz, experiências na dramaturgia teatral e uma relação com a cena marcada por idas, pausas e retornos.

Beatriz conta que desistiu do teatro algumas vezes e também voltou muitas vezes. A arte surgiu cedo, ainda na infância, antes de qualquer referência familiar ligada ao palco. “Eu não venho de uma família de artistas, eu não sou rodeada de atores”, afirma. Mesmo assim, lembra que ainda criança dizia aos pais que queria ser atriz, fascinada pela televisão, pelas novelas, pelos filmes e pelo universo audiovisual. O teatro entrou depois, mas se tornou um espaço de permanência.

No episódio, Beatriz também fala sobre sua atuação em “Eu Matei Sophia Loren”, espetáculo dirigido por Dan Rosseto e inspirado por referências do universo pop e violento de Tarantino. A montagem abre caminho para discutir o trabalho de composição de personagem, o humor que nasce do absurdo, a relação entre teatro e público e as dificuldades de manter uma produção independente em circulação.

A entrevista desmonta a ideia de glamour automático na vida artística. Beatriz aborda uma realidade em que muitos artistas precisam tirar dinheiro do próprio bolso, apostar no ‘boca a boca’, procurar espaços, fazer contatos e seguir tentando mesmo quando a estrutura não acompanha a dedicação. No Grande ABC, essa disputa se torna ainda mais evidente. A região tem artistas, público potencial e histórias para contar, mas ainda impõe barreiras para quem tenta transformar vocação em trabalho contínuo.

Viver do teatro independente no ABC ainda exige insistência

ABC Cast Conexões - Beatriz Machado - Teatro Independente
(Reprodução/Instagram/@abiliogil.fotografia)

A relação de Beatriz Machado com o teatro passa por uma constatação sobre o território onde nasceu. Andreense, ela reconhece a força dos artistas da região, mas aponta uma dificuldade recorrente para quem tenta construir carreira sem depender exclusivamente da capital. “Eu sou daqui do ABC, eu nasci em Santo André, mas o acesso à cultura teatral aqui, é muito restrito”, afirma.

Apesar da existência de artistas, grupos, espaços e iniciativas na região, o que Beatriz coloca em discussão é a distância entre o talento produzido no ABC e as oportunidades disponíveis para que esse trabalho circule, seja visto e se sustente. Segundo ela, muitas formações, oficinas, imersões e temporadas do teatro independente acabam concentradas em São Paulo, especialmente em regiões com maior presença de casas teatrais e circuitos culturais. “Eu sempre busquei, sempre tive muito mais oportunidades fora do ABC do que dentro do ABC”, diz.

Essa dinâmica cria um deslocamento quase obrigatório. Artistas que vivem em Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá, Diadema ou outras cidades da região frequentemente precisam procurar espaços na capital para estudar, ensaiar, se apresentar e criar rede. Com isso, cena regional é constituída por muitos profissionais, mas ainda dependente de estruturas externas para ganhar fôlego.

A dificuldade também aparece na produção das peças. Sem grandes patrocínios ou campanhas de divulgação, o trabalho costuma ser sustentado por esforço coletivo, venda direta de ingressos e circulação de informação entre conhecidos, amigos, público fiel e redes sociais. “Às vezes tem que tirar do próprio bolso, alugar um espaço, juntar o elenco e fazer acontecer”, conta.

A bilheteria também pesa. Beatriz observa que o público ainda se movimenta com mais facilidade para musicais, grandes produções ou espetáculos com nomes conhecidos no elenco. “Hoje em dia é difícil de você lotar um teatro se você não tem um ator renomado no elenco, por exemplo, ou se você não tem um patrocínio”, diz. Mesmo quando há qualidade artística, a ausência de investimento em mídia, estrutura de circulação e alcance limita a capacidade de atrair espectadores.

Ainda assim, a atriz não trata esse cenário como desculpa para paralisia. Ao falar sobre “Eu Matei Sophia Loren”, Beatriz lembra que a primeira temporada conseguiu esgotar sessões, passando, óbvio, por muito trabalho, mobilização e identificação com o público. Para Beatriz, o teatro independente precisa disputar atenção em uma rotina dominada por telas, grandes eventos e consumo rápido de conteúdo e no ABC essa disputa exige mais do que talento. Exige permanência, articulação e condições para que a produção local não precise sair da região para existir.

O absurdo também exige seriedade

Eu Matei Sophia Loren - ABC Cast Conexões - Beatriz Machado - Teatro Independente
Eu Matei Sophia Loren (Divulgação/Marcos Batsi)

“Eu Matei Sophia Loren” é uma síntese do tipo de desafio que atravessa o trabalho de Beatriz Machado. A peça, dirigida por Dan Rosseto, parte de uma estética inspirada no universo pop e violento de Quentin Tarantino, mas ganha corpo no palco por meio de uma construção própria, sustentada por humor, tensão, viradas de situação e personagens que tentam controlar uma história que escapa o tempo todo.

Beatriz resume a trama com cuidado para não entregar demais ao público. “É uma quadrilha que se infiltra num motel e aí tenta despachar um corpo”, conta. A partir daí, a peça se desenvolve em uma sequência de disputas internas, jogos de poder e revelações. “Todo mundo é chefe em algum momento e aí todo mundo descobre que ninguém é chefe coisa nenhuma”, afirma.

O interesse da montagem, para ela, está justamente nessa instabilidade. A peça trabalha com máscaras, blefes, tentativas de imposição e uma sensação permanente de descontrole. Cada figura tenta sustentar uma imagem, esconder fragilidades, parecer mais forte do que é ou conduzir uma situação que já saiu das próprias mãos.

Essa mistura entre absurdo e incômodo exige precisão dos atores. Beatriz explica que, durante a construção do espetáculo, o elenco percebeu que não poderia entrar em cena tentando fazer graça a qualquer custo. “A gente acha que a gente tem que fazer o público rir. Mas na realidade, não. A gente tem que levar muito a sério aquela história que a gente está contando, porque senão fica um humor barato”, afirma.

O riso da plateia nasce muitas vezes do absurdo da situação, mas o ator precisa acreditar na gravidade daquele universo para que a cena funcione. Quando o elenco força o humor, a peça perde densidade. Quando leva a situação a sério, o público encontra graça justamente no contraste entre a urgência dos personagens e o absurdo daquilo que está acontecendo.

Beatriz também destaca que cada sessão altera a relação com a plateia. Há públicos que riem mais, outros que ficam contidos, e momentos em que uma fala séria provoca uma reação inesperada. Para os atores, isso exige escuta e presença. O espetáculo não se repete da mesma forma, mesmo quando o texto é o mesmo. A cada apresentação, o elenco precisa medir o tempo da resposta, esperar o riso terminar quando ele aparece e seguir sem perder o ritmo da cena.  que parece caos para quem assiste exige método, concentração e uma entrega que começa muito antes da primeira fala no palco.

A psicóloga que escuta a personagem

ABC Cast Conexões - Beatriz Machado - Teatro Independente
(Reprodução/Instagram)

Além de atriz, Beatriz é psicóloga e a formação aparece em sua trajetória como uma ferramenta de escuta. Ao falar sobre a construção de personagens, ela não trata o conhecimento psicológico como um atalho para interpretar emoções, mas como uma forma de suspender julgamentos e investigar comportamentos que, muitas vezes, estão distantes da sua própria moral, da sua ética e da sua experiência pessoal. “Eu trabalho com não julgamento”, diz.

Beatriz lembra que, como psicóloga, não está diante de um paciente para julgar aquilo que ele sente, pensa ou vive. No teatro, esse mesmo princípio ajuda a entrar em universos que não pertencem a ela. A personagem exige uma aproximação cuidadosa, porque a atriz precisa compreender motivações, desejos, contradições e escolhas sem reduzir aquela figura ao que ela própria faria no lugar dela.

Essa escuta foi importante na construção de Mia, sua personagem em “Eu Matei Sophia Loren”. Beatriz descreve Mia como alguém muito diferente dela, uma mulher inteligente, com gostos próprios, referências próprias e uma forma específica de ocupar o mundo. “Ela fala sete línguas”, conta. Para dar corpo a essa figura, a preparação passou por imaginar o que a personagem escutaria, comeria, frequentaria, pensaria e carregaria antes mesmo de entrar em cena.

A atriz explica que esse trabalho costuma ser invisível para o público. “Às vezes, as pessoas veem ali como uma questão de decorar um texto e falar aquele texto, mas a gente estuda muito por trás”, diz. No caso de Mia, Beatriz montou até uma playlist com músicas que a personagem poderia ouvir. A pesquisa ajudou a construir ritmo, presença, gestos e uma intimidade que não nasce apenas da memorização das falas.

Esse mergulho também exige cuidado. Beatriz diz que, antes de entrar no palco, precisa separar a própria identidade da personagem. “É como se eu emprestasse meu corpo para uma outra personalidade”, afirma. O processo envolve rituais, energia e concentração, mas também uma atenção para não permanecer demais no universo criado para a cena. Depois da temporada, segundo ela, existe até uma espécie de luto pela personagem que acompanhou sua rotina durante meses.

Na vivência de Beatriz, a relação entre psicologia e teatro, aparece como uma via de mão dupla. A psicóloga contribui para que a atriz escute sem julgar. A atriz, por sua vez, aprofunda a percepção sobre pessoas, máscaras, desejos e contradições.

Escrever também é criar caminho

A Hora da Estrela - ABC Cast Conexões - Beatriz Machado - Teatro Independente
A Hora da Estrela (Reprodução/Instagram)

Beatriz Machado tem experimentado a dramaturgia como uma forma de ampliar a própria presença no teatro. Para ela, a escrita funciona como prática íntima, mas também como resposta a uma realidade conhecida por muitos artistas independentes, a de que ‘esperar ser chamada nem sempre basta’. Quando as oportunidades são poucas, criar personagens, cenas e histórias também se torna um modo de abrir espaço.

Beatriz conta que escreve monólogos, contos e textos ligados ao universo teatral. A experiência mais recente colocada em cena foi em “Recortes Imperfeitos de uma Vida Inútil”, montagem criada ao lado de Dan Rosseto, que reunia histórias atravessadas por tecnologia, relacionamento e saúde mental. Na peça, Beatriz escreveu uma cena ligada à sua personagem, ambientada no Natal. Ao longo do processo, percebeu que parte do texto também carregava elementos pessoais. “Tinha um pouco de mim também”, admite.

Essa aproximação com a dramaturgia também nasce de uma postura prática que visa ampliar as possibilidades de permanência diante da carreira. “Como ator, a gente tem que se virar nos 30 para fazer as coisas acontecerem”, afirma. Para Beatriz, atuar, escrever, buscar contatos, construir projetos e circular por diferentes frentes faz parte da tentativa de sustentar uma vida artística em um setor marcado por incertezas.

Os temas que mais aparecem em seus textos dialogam com sua formação e com sua sensibilidade artística. Beatriz diz gostar de escrever sobre romance e saúde mental, assuntos que surgem com frequência em suas criações. “Se não tiver um pouco disso, eu também dou um jeito de ter alguma coisa emocional ali no meio”, conta. A dimensão afetiva, para ela, não é enfeite da história. É parte do conflito, da construção das personagens e do modo como o público pode se reconhecer em cena.

Embora dialogue com o cinema e com linguagens contemporâneas, Beatriz afirma que se inspira muito nas produções brasileiras, especialmente novelas e dramaturgos nacionais. Cita “Mulheres de Areia”, Manoel Carlos e Agnaldo Silva como referências que observa com admiração.

Ao falar de novos projetos, Beatriz indica que pretende seguir escrevendo e abrindo outras entradas para o teatro e o audiovisual. Há textos em desenvolvimento, parcerias em construção e o desejo de ocupar a cena também como autora. No percurso de uma atriz independente, escrever é uma forma de não ficar à espera de um papel, de criar trabalho e de transformar inquietações pessoais em matéria cênica.

O teatro também disputa atenção nas redes

A Hora da Estrela - ABC Cast Conexões - Beatriz Machado - Teatro Independente
A Hora da Estrela (Reprodução/Instagram/@zesvisuals)

Quando reflete sobre teatro independente, relação entre público, divulgação e linguagem, Beatriz ressalta que a falta de incentivo explica parte da dificuldade, mas o teatro também precisa lidar com uma mudança de comportamento do público, especialmente entre pessoas acostumadas a consumir vídeos curtos, respostas rápidas e conteúdos pensados para prender atenção em poucos segundos.

A atriz reconhece que as grandes produções saem na frente porque contam com investimento, divulgação estruturada e, muitas vezes, nomes capazes de atrair plateias antes mesmo da estreia. No circuito independente, o caminho costuma ser menor, mais artesanal e mais dependente de redes próprias. “A gente alcança o que a gente consegue alcançar e espera que o público vá”, afirma a atriz acostumada a uma realidade em que a divulgação passa por assessoria, redes sociais, contatos, indicação de amigos e boca a boca.

A presença de pessoas conhecidas em grandes montagens também entra nessa discussão. Beatriz observa que algumas produções escolhem nomes com público fiel justamente porque esse público se desloca junto. Ela não trata essa prática como erro, mas como parte de uma lógica de mercado que impacta a bilheteria. Para quem ainda não tem reconhecimento amplo, o desafio é conquistar espaço sem a mesma estrutura de visibilidade.

O debate se torna ainda mais complexo diante da chamada geração TikTok. Beatriz entende que o teatro precisa dialogar com novas formas de atenção sem abandonar sua linguagem. “A gente precisa conversar com o contemporâneo também”, afirma. Para ela, isso não significa reduzir a cena a um produto rápido ou simplificar tudo para agradar algoritmos. Significa reconhecer que o público mudou e que o teatro, como toda forma artística viva, precisa encontrar maneiras de se comunicar com o tempo em que está inserido.

Beatriz também lembra que certas obras clássicas seguem sendo revisitadas justamente porque precisam encontrar novos caminhos para chegar ao público. “Acho que é difícil hoje uma geração TikTok que vai assistir Hamlet, por exemplo”, afirma. A observação reforça a necessidade de adaptação, leitura de contexto e construção de pontes entre diferentes públicos.

Para o teatro independente, essa disputa por atenção não se resolve apenas com presença nas redes sociais. A internet ajuda a divulgar, mas não substitui política cultural, espaços de apresentação, formação de plateia e investimento em circulação. O que Beatriz defende é uma arte capaz de se mover com o tempo sem abrir mão da presença, do encontro e do calor humano que fazem do teatro uma experiência diferente de qualquer tela.

Fazer arte também exige dizer não

ABC Cast Conexões - Beatriz Machado - Teatro Independente
(Reprodução/Instagram)

A conversa sobre teatro independente com Beatriz Machado, passa também pelos limites da entrega artística. O amor pelo palco existe, sustenta escolhas e ajuda muitos profissionais a continuarem mesmo diante da falta de estrutura. Ainda assim, para a atriz, esse amor não pode servir como justificativa permanente para ausência de cachê, informalidade e pouca valorização do trabalho de quem está em cena. “Muita gente acha que a gente faz só por amor”, afirma. Beatriz reconhece como natural que, em alguns momentos, artistas aceitam determinados projetos para construir currículo, ganhar experiência e abrir caminhos, mas o problema aparece quando essa lógica se transforma em regra e quando a figura do ator passa a ser tratada como a parte que pode abrir mão da remuneração. “Como que você bancou o cara da luz, como que você bancou o cara que está ali atrás da câmera?”, questiona.

Produções independentes enfrentam dificuldades reais de orçamento, circulação e bilheteria, mas a precariedade não atinge todos da mesma forma. Quando a remuneração do ator é a primeira a desaparecer, o discurso da paixão pela arte pode esconder uma hierarquia de valor dentro da própria produção. Para Beatriz, construir carreira também passa por reconhecer esse limite e aprender a recusar determinadas condições.

A atriz afirma que o artista independente precisa ocupar ambientes, criar rede, circular, insistir e se apresentar, mas é essencial não aceitar que todo projeto seja tratado como favor. “A gente precisa construir uma carreira, isso é verdade, mas eu acho que a gente também precisa dizer não para algumas coisas”, diz. O limite também é parte da profissionalização.

A instabilidade continua sendo uma marca do ofício. Beatriz lembra uma frase ouvida de outro ator que traduz a sensação de quem trabalha por projetos. “Parece que a gente sempre volta para o final da fila”. Uma peça termina, uma temporada acaba, um trabalho se encerra e o artista precisa recomeçar a busca por novas oportunidades. Não há garantia de continuidade, mesmo depois de uma boa entrega. Por isso, ela fala também da necessidade de se mover. “Não dá para esperar que um produtor, um diretor me veja, me enxergue”, afirma. Beatriz descreve o networking, a busca por cursos, a entrega de material, as conversas e a exposição do próprio trabalho como parte do cotidiano de quem tenta permanecer no mercado. “Tem que ser cara de pau”, resume, ao falar sobre a coragem de pedir espaço e mostrar o que sabe fazer.

A conversa com Beatriz Machado reflete sobre o teatro independente longe da caricatura do glamour e da ideia de sacrifício romântico. Na trajetória da atriz andreense, a arte aparece como trabalho, linguagem, escolha e insistência. Há paixão, mas há também técnica, preparação, divulgação, dinheiro, limite e negociação. Resistir no palco, para ela, significa seguir criando sem aceitar que a falta de estrutura seja tratada como destino natural de quem escolheu viver de cultura.

Equipe e convidados: quem faz o ABC Cast Conexões

ABC Cast Conexões - Beatriz Machado - Teatro Independente
Beatriz Machado, Thiago Quirino e Suzana Rezende (Reprodução/ABCdoABC)

A entrevista com a atriz Beatriz Machado foi conduzida por Thiago Quirino e contou com a participação de Suzana Rezende, repórter do ABCdoABC. A produção e checagem de dados ficaram a cargo de Edvaldo Barone. A direção geral é de Alex Faria, fundador do portal, e a edição do episódio leva a assinatura de Rodrigo Rodrigues.

Confira a entrevista completa com Beatriz Machado:

Além do canal no YouTube, o episódio com Beatriz Machado pode ser acessado pelo Amazon MusicSpotifyDeezer e também no Apple Podcasts.

  • Publicado: 25/07/2026 08:22
  • Alterado: 25/07/2026 08:22
  • Autor: Edvaldo Barone
  • Fonte: ABCdoABC

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