Zagueiro do Corinthians detona diretoria: "Não protege o elenco"
Fala do defensor na zona mista gerou grande repercussão pelo incômodo com a diretoria alvinegra
- Publicado: 12/10/2026 07:00
- Alterado: 12/10/2026 07:00
- Autor: Redação
Após o Corinthians perder para o Palmeiras por 4 a 1, neste domingo (11), no Nubank Parque, o zagueiro Gabriel Paulista falou na zona mista e desabafou sobre a situação do clube. O advogado criticou a ausência de apoio da diretoria, mencionou salários atrasados e pediu que o elenco permanecesse unido.
De acordo com ele, os atrasos nos pagamentos têm causado dificuldades a jogadores mais jovens e funcionários do clube.
A fala do zagueiro do Corinthians

“Talvez o que eu falar vá ser um pouquinho forte, porque eu já vivi, sim. São 18 anos de carreira; já vivi esse momento de campeão, momentos de brigar contra a zona de rebaixamento. Só que um detalhe que eu acho muito importante, em todos os clubes em que joguei e nessa situação que eu passei, é que a diretoria sempre protegeu os atletas de alguma maneira, eles davam a vida para proteger os jogadores. E aqui no Corinthians, eu não vejo nenhuma proteção.”
“Lógico que quem dá a cara ali dentro somos nós, os jogadores, e a gente tem que dar a vida, sim, temos que defender o escudo que a gente veste, respeitar o Corinthians. Mas tem muita gente aqui dentro que não respeita esse clube, talvez não saiba o que significa isso, e eu sei bem o que significa isso daqui. E eu estou pouco me importando, porque é a minha carreira, se alguém da diretoria quiser falar comigo que eu falei alguma besteira, não falei besteira, eu volto aqui e falo de novo, não é besteira o que eu estou falando.”
Sobre os atrasos salariais
“A gente precisa de proteção, que pague os nossos salários e os dos funcionários, porque isso afeta. Eu consigo me manter durante um tempo, porque eu fiz uma carreira e também deixei muita coisa lá fora para viver esse sonho, viver um sonho da minha família, meu sonho de vestir a camisa do Corinthians. Só que tem jogador que está subindo da base e tenho certeza que estão passando dificuldade, talvez algum familiar está passando alguma dificuldade e ele não consegue ajudar. Eu também já vivi isso, que eu ganhava pouco e minha família precisava de mim. Eu vim de uma família pobre e não conseguia ajudar.”
“E talvez, para vocês da imprensa, eu e outros jogadores estamos falando besteira, mas não, isso daí está afetando demais. Ontem mesmo eu me coloquei à disposição para ajudar alguém, se estiver precisando. Graças a Deus, Deus me deu tudo isso, e eu posso ajudar alguém, mas, porra, que vergonha. Eu chegar aqui e falar que um atleta está passando dificuldade e o outro atleta tem que ajudar. Isso é uma vergonha para um clube do tamanho do Corinthians.”
A união do elenco
“Passar para os torcedores que esse grupo é muito bom e a gente vai conseguir os resultados necessários para sair dessa, só que vai ser só a gente. A gente vai se reunir, vai se juntar cada vez mais e, se tiver que morrer, vai morrer todo mundo junto. Mas isso daí não vai acontecer e que se foda o resto.”
O momento do Corinthians
O Timão vive a pior crise de sua história recente no Brasileirão, com oito derrotas consecutivas, e está próximo da zona de rebaixamento.
Paralelamente, a diretoria enfrenta uma grave crise financeira, com salários atrasados e dívidas que ultrapassam R$ 2,8 bilhões.
Agora, após a demissão de Fernando Diniz, Clarence Seedorf foi anunciado como novo técnico e estreia na próxima rodada, contra o Vitória.