YouTube ignora fraudes em partidas ao vivo de apostas e preocupa STF

Crianças e adolescentes são alvo fácil de promessas de lucros rápidos.

Crédito: Joédson Alves/Agência Brasil

Nos últimos meses, o YouTube tem sido palco de uma série de transmissões fraudulentas que prometem lucros fáceis através de “bugs” em plataformas de apostas online, como o jogo Fortune Tiger. Essas falsas lives, apresentadas por streamers, têm como alvo o público infantojuvenil, desrespeitando a liminar do STF que proíbe publicidade de jogos de azar para menores. A prática, apesar de denunciada ao Ministério da Justiça e da Fazenda, continua sem resposta efetiva do YouTube, que mantém esses conteúdos nas abas “ao vivo” e “jogos”.

O modus operandi dessas transmissões envolve vídeos gravados sendo transmitidos como se fossem ao vivo, com streamers exibindo comprovantes de supostos ganhos e incentivando os espectadores a investirem rapidamente para aproveitar a falha. Esses vídeos são republicados em canais voltados ao público jovem, como SrPedro, atraindo milhares de espectadores simultâneos.

Embora o Ministério da Justiça reconheça as limitações legais para classificar canais no YouTube, enfatiza que ações mais eficazes dependem do Ministério Público e do Judiciário. A estratégia dos fraudadores inclui direcionar os espectadores a sites como Lotogreen e Goldebet, onde são induzidos a realizar depósitos com promessas enganosas.

A situação é agravada pela presença de canais que utilizam temáticas infantis ou adolescentes para atrair espectadores. A falta de resposta das empresas responsáveis por essas plataformas e a continuidade das transmissões destacam um problema regulatório significativo.

Concluindo, a proliferação dessas práticas fraudulentas no YouTube evidencia a necessidade urgente de regulamentação mais rígida e cooperação entre órgãos governamentais e plataformas digitais. O foco deve ser proteger o público vulnerável e garantir que a legislação vigente seja respeitada, impedindo a exploração financeira através de conteúdos enganosos.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 30/11/2024
  • Fonte: FERVER