Volkswagen enfrenta greve: Funcionários protestam contra cortes salariais e fechamento de fábricas
As paralisações ocorrem em meio a uma desaceleração no mercado automotivo europeu
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 02/12/2024
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A Volkswagen enfrenta atualmente um cenário desafiador na Alemanha, onde trabalhadores de nove das dez fábricas da montadora iniciaram greves de curta duração para manifestar sua oposição a possíveis cortes salariais e ao fechamento de unidades. As paralisações ocorrem em meio a uma desaceleração no mercado automotivo europeu e refletem tensões crescentes entre os empregados e a administração da empresa.
Em Wolfsburg, sede da Volkswagen, os protestos ganharam força contra um plano de redução de custos que, segundo a administração, é essencial para manter a competitividade diante da concorrência internacional, especialmente com fabricantes chinesas. A representante dos funcionários, Daniela Cavallo, destacou que os empregados não devem ser responsabilizados pelos insucessos da gestão em inovar e produzir veículos elétricos acessíveis.
Durante as manifestações, Cavallo enfatizou a necessidade de um esforço conjunto, envolvendo tanto a direção quanto os acionistas da Volkswagen. “Estamos prontos para qualquer desfecho nas negociações previstas para a próxima semana, seja uma aproximação ou uma escalada”, declarou.
Essas greves de advertência surgem após o término do período de paz social obrigatório e fazem parte das negociações por um novo acordo trabalhista. O sindicato IG Metall, que lidera as negociações, alertou que mais ações podem ser anunciadas caso não haja progresso nas conversas.
A proposta da Volkswagen inclui uma redução salarial de 10% para 120 mil trabalhadores alemães e o fechamento de até três fábricas no país. Thorsten Gröger, líder regional do IG Metall na Baixa Saxônia, afirmou que as paralisações representam um dos maiores desafios já enfrentados pela empresa.
O chefe da marca Volkswagen, Thomas Schaefer, comentou sobre as dificuldades enfrentadas pela montadora devido à queda na demanda europeia e ao aumento dos custos. Anteriormente preparada para um mercado de 16 milhões de veículos anuais, a Volkswagen agora lida com uma demanda reduzida para cerca de 14 milhões. Essa mudança resulta em uma perda significativa de produção para a empresa.
As greves tiveram início na fábrica de Zwickau e se estenderam para Braunschweig, Chemnitz, Dresden, Emden, Hanover, Kassel e Salzgitter. A continuidade das negociações está agendada para o dia 9 de dezembro.