Virada Cultural terá Masp 24h e mais de 1200 atrações gratuitas em SP

Edição de 2026 espalha atrações pelas cinco regiões de São Paulo com transporte 24 horas, policiamento reforçado e economia de recursos.

Crédito: Reprodução/Redes Sociais

A Virada Cultural mobilizará a cidade de São Paulo nos dias 23 e 24 de maio com mais de 1,2 mil atrações gratuitas. O evento abrange do Centro às periferias e projeta um público de 4,8 milhões de pessoas ao longo de 24 horas de programação ininterrupta.

Abertura inédita de espaços culturais na madrugada

O Masp funcionará gratuitamente pela primeira vez durante toda a madrugada de festa. Espaços tradicionais como o Theatro Municipal e a Biblioteca Mário de Andrade manterão as portas abertas diretamente até as 18h de domingo.

Vale do Anhangabaú sedia grandes shows da Virada Cultural

O Vale do Anhangabaú concentra o palco principal da estrutura. O cantor franco-espanhol Manu Chao e artistas nacionais como Alexandre Pires, Seu Jorge e Luísa Sonza lideram a grade central.

A abertura oficial ocorre no próprio vale histórico com o maestro João Carlos Martins e a escola de samba Mocidade Alegre. As 32 escolas de samba paulistanas também abrirão suas quadras para a população durante o fim de semana.

Expansão do circuito artístico e palcos temáticos

O secretário municipal da Cultura, Totó Parente, confirmou a ampliação das atividades nas ruas centrais. “Ouso dizer que o Centro vai estar mais bonito e mais colorido que no ano passado”, declarou o secretário.

A prefeitura montou espaços temáticos exclusivos para atrair diferentes públicos na Virada Cultural. A Praça da Sé recebe o palco caipira, o Largo do Arouche sedia o palco mulher e a Avenida São João abrigará nomes do brega como Gaby Amarantos e Sidney Magal.

Descentralização, infraestrutura e transporte noturno

A grade inclui 16 grandes palcos distribuídos pelas zonas Leste, Norte, Oeste e Sul. O sistema de transporte operará com funcionamento do metrô por 24 horas e reforço em 50 linhas noturnas de ônibus para viabilizar o retorno do público.

O custo operacional do evento caiu para R$ 40 milhões, frente aos R$ 60 milhões do ano anterior. A redução resulta de colaborações ativas com cerca de 200 parceiros, incluindo o Sesc e centros culturais estrangeiros.

Foco em segurança e valorização local

O prefeito Ricardo Nunes destacou o papel econômico da festa para o município. “A intenção é divulgar a cidade para o Brasil e para o mundo positivamente, proporcionar alegria, divertimento e cultura, e também gerar emprego e renda”, explicou o prefeito.

O estímulo aos trabalhadores da arte local norteia as escolhas de curadoria. Cerca de 80% dos profissionais contratados para os espetáculos da Virada Cultural são artistas independentes da região metropolitana.

Esquema de monitoramento e policiamento

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) aumentou seu contingente em 47%, escalando 2,8 mil agentes para patrulhamento. A operação ostensiva conta com o apoio direto de 4,8 mil policiais militares e 2 mil seguranças privados.

A organização instalou equipamentos com tecnologia de reconhecimento facial e acionou drones de vigilância nos 21 palcos principais. Essa estrutura busca assegurar a integridade do público até o encerramento desta edição da Virada Cultural.

  • Publicado: 09/05/2026 08:45
  • Alterado: 09/05/2026 08:46
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: Prefeitura de SP