Galeria de Arte André celebra centenário de Darcy Penteado
Mostra na Galeria de Arte André abre ao público no dia 16 de maio.
- Publicado: 09/05/2026 08:37
- Alterado: 09/05/2026 08:37
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: Assessoria
A Galeria de Arte André inaugura, no próximo sábado (16/05), a exposição “Darcy Penteado 100”. Como parte da nona edição do projeto “Monográficas”, a mostra presta uma homenagem ao centenário do artista (1926-1987), reunindo cerca de 80 trabalhos, entre pinturas, figurinos, gravuras e colagens, além de farto material documental, como esboços, periódicos e fotografias.
Curadoria e Pesquisa Histórica na Galeria de Arte André
Sob a responsabilidade de Jaqueline Ferreira e Octávio Guastini, a curadoria levou mais de um ano para ser concluída, envolvendo pesquisas profundas em acervos públicos e particulares. Darcy Penteado foi uma figura central na cena cultural paulistana entre as décadas de 1950 e 1980, atuando como escritor, cenógrafo, ilustrador e artista plástico.
O retorno do artista à Galeria de Arte André carrega um valor simbólico: o espaço foi o último a receber uma individual de Penteado em vida, em 1986. Daquela mostra histórica, estarão presentes cinco óleos sobre tela, incluindo “Piquenique em Igarapava” e “Panorama do alto da Cantareira“.
Militância e Vanguarda Artística
Além de seu legado nas artes visuais, a exposição na Galeria de Arte André destaca o papel de Darcy Penteado como militante pioneiro na luta pelos direitos das minorias. Em 1978, em plena ditadura militar, ele fundou o jornal Lampião da Esquina, periódico fundamental para o debate e campanhas de saúde voltadas ao público LGBTQIAP+.
Destaques da Exposição
- Obras Raras: A série de colagens “Proposta para uma nova Via Crucis” (1966), exibida originalmente no Masp, e um raro autorretrato do artista.
- Fase Europeia: Trabalhos do início dos anos 1960 com influências do estilo post-pop.
- Trajetória em Bienais: Obras que remetem às dez participações de Penteado na Bienal de São Paulo, como a instalação “Proposta do Amor” (1973).
Segundo o crítico Mario Gioia, a mostra oferece novas perspectivas sobre obras que ficaram anos em circulação restrita, revelando a renovação constante da produção gráfica e figurativa de Penteado.