Violência contra a mulher pauta novo PL aprovado na CCJ
Projeto de Lei garante a participação ativa da sociedade civil na formulação de políticas públicas de segurança. Texto segue para o Senado.
- Publicado: 17/03/2026 10:29
- Alterado: 17/03/2026 10:29
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Assessoria
A Câmara dos Deputados avança na luta por direitos fundamentais. A violência contra a mulher ganhará um novo flanco de enfrentamento estratégico por meio do Projeto de Lei 52/2023. O texto confere poder de voz e colaboração documental às Organizações Não-Governamentais (ONGs) na elaboração de medidas de proteção pública.
O deputado federal Fernando Marangoni (União Brasil-SP) desenhou a proposta. A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) aprovou o documento sem ressalvas na última sessão. A matéria segue agora para a análise decisiva do Senado Federal, etapa final antes da sanção presidencial.
Violência contra a mulher exige atuação da sociedade civil
Hoje, as entidades sociais encontram portas fechadas no debate oficial. O novo regramento altera a Política Nacional de Segurança Pública (Lei 13.675/18) para desconstruir essa barreira burocrática e excludente. ONGs ganham caráter opinativo e atuarão diretamente na formulação de diretrizes para o Distrito Federal, estados e municípios brasileiros.
O conhecimento prático destas organizações mapeia e expõe as reais fraturas da rede de atendimento. Essa vivência afasta as decisões públicas dos gabinetes e aproxima as ações da realidade das vítimas. O parlamentar responsável pela medida defende a urgência imediata dessa integração legislativa.
“A definição do que vai ou não no Plano Nacional de Prevenção e Enfrentamento não pode deixar de incluir as diversas instâncias da sociedade civil. Essas ONGs têm conhecimentos preciosos para a tomada de decisões adequadas e pertinentes. Nosso PL quer dar respaldo legal à participação das entidades.” defende Marangoni.
Diretrizes de enfrentamento e proteção nacional
Combater a agressão de gênero de forma contínua demanda pilares sólidos e integrados. A proposta inova ao reconhecer formalmente múltiplos tipos de ataque feminino como graves violações aos Direitos Humanos. O escopo do programa oficial estabelece uma nova teia de contenção e amparo.
- Promoção de campanhas educativas permanentes para a população.
- Capacitação técnica de todos os agentes públicos de segurança e saúde.
- Monitoramento rigoroso e responsabilização criminal rápida de agressores.
- Produção de dados quantitativos sobre crimes de gênero regionais.
- Atendimento humanizado para extinguir a revitimização nas delegacias.
- Assistência contínua à vítima e sua família, com incentivo direto à denúncia.
Resposta institucional à escalada criminal
A violência armada e doméstica produz estatísticas brutais. O Congresso Nacional utiliza a inclusão estratégica das ONGs como resposta direta ao déficit de proteção do Estado. Os governos necessitam de braços operacionais para mapear e neutralizar as rotas do feminicídio e do abuso.
“Dados da Pesquisa Nacional, da DataSenado, revelam que 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar em 2025. O Parlamento não pode só ficar assistindo e lamentando essas ocorrências. É preciso ampliar frentes de atuação.”, afirma o congressista
A futura deliberação no Senado define o rumo deste avanço civilizatório. A implementação rigorosa dessas mudanças ditará o sucesso ou o fracasso do novo sistema protetivo nas ruas. Erradicar a violência contra a mulher depende da união irrestrita entre a força repressiva da lei e a inteligência tática das redes de apoio.