Mulher morre após desabamento de muro durante vendaval

Um muro desabou em São Paulo, matando uma mulher de 54 anos, durante um vendaval histórico

Mulher morre após desabamento de muro durante vendaval

Crédito: Divulgação

Na tarde da última quarta-feira, 10 de dezembro, um trágico acidente em São Paulo resultou na morte de Claudineia Perri Castiglioni, de 54 anos, que foi atingida por um muro que desabou no bairro de Sapopemba, na Zona Leste. O incidente ocorreu em meio a um vendaval histórico que atingiu a capital paulista, causado por um ciclone extratropical no litoral do Rio Grande do Sul.

De acordo com informações do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a vítima foi socorrida com graves ferimentos, incluindo traumatismo cranioencefálico e fratura no fêmur. Apesar de ter sido encaminhada ao Hospital Geral de Sapopemba, Claudineia não sobreviveu aos ferimentos.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) registrou a ocorrência como uma morte suspeita/acidente no 69º Distrito Policial (Teotônio Vilela), solicitando perícia e exames ao Instituto Médico Legal (IML) para investigar as causas do desabamento.

Vendaval histórico em SP:

Este evento marca a primeira fatalidade registrada na capital em decorrência das condições climáticas severas durante a Operação SP Sempre Alerta, que se estende de 1° de dezembro até 31 de março de 2026. Outra morte relacionada à tempestade foi confirmada em Campos do Jordão, onde um morador faleceu após o deslizamento de um talude atingir sua residência durante os fortes ventos que assolaram a região.

A força do vendaval deixou um rastro significativo de destruição em diversas áreas da cidade. Com mais de 2 milhões de imóveis sem energia elétrica, centenas de árvores caídas, fechamento de parques e cancelamento de voos, o impacto econômico é estimado em bilhões. Especialistas em meteorologia indicam que a longa duração desse fenômeno é incomum para a região, uma vez que, ao contrário de temporais anteriores, o céu permaneceu limpo durante o evento.

Mais de 50 horas após o vendaval, ainda há cerca de 750 mil imóveis sem eletricidade na Região Metropolitana de São Paulo, conforme relatório divulgado pela concessionária Enel. A falta de energia tem afetado serviços essenciais, como semáforos e abastecimento de água. No entanto, os aeroportos Congonhas e Guarulhos já conseguiram normalizar suas operações após dias caóticos.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) relatou que na manhã seguinte ao vendaval havia 167 semáforos fora de operação devido à falta de energia elétrica, além de 10 semáforos com falhas e três operando em amarelo piscante.

Os cidadãos permanecem em alerta diante dos danos causados pelo fenômeno climático e aguardam a recuperação total dos serviços essenciais na cidade.

  • Publicado: 12/12/2025 10:50
  • Alterado: 12/12/2025 10:50
  • Autor: Redação
  • Fonte: ABCdoABC