USP usa impressão 3D para tornar monumentos acessíveis
A USP lançou o projeto Sentir para Conhecer: Monumentos da USP impressos em 3D, que cria réplicas táteis de esculturas do campus
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 13/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A Universidade de São Paulo (USP) lançou, em 3 de dezembro, o projeto Sentir para Conhecer: Monumentos da USP impressos em 3D. A iniciativa é do professor Paulo Capel, da Faculdade de Odontologia (FO), e tem como objetivo principal tornar os monumentos da Universidade acessíveis para pessoas com deficiência visual, indo além do utilitarismo e focando no acesso à cultura.
Capel, que tem baixa visão e se dedica a ações de acessibilidade, destacou a importância cultural da proposta:
“O Sentir abarca uma coisa que eu vejo como muito importante, além do utilitarismo, que é a questão do acesso à cultura.”
Tecnologia e Acessibilidade
O projeto consiste em um processo multidisciplinar que utiliza tecnologia de ponta:
- Digitalização: Esculturas da USP são escaneadas por meio de drones e tecnologias de captura a laser.
- Impressão 3D: Os arquivos tridimensionais são usados para produzir réplicas táteis em pequena escala.
- Recursos Complementares: O projeto prevê a inclusão de conteúdo histórico e cultural com:
- Textos impressos em braile (em placas doadas pela Fundação Dorina Nowill).
- Estudo para a inserção de audiodescrição ativada pelo toque nas obras.
A iniciativa é baseada na pesquisa de mestrado de Reinaldo Luiz dos Santos (FAU-USP), que mapeou o potencial da Cidade Universitária como um museu a céu aberto. O trabalho conta com a colaboração de doutorandos da FAU e professores da Escola Politécnica (EP) e do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP.
Marli Quadros Leite, pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária, reforçou que atender às demandas das pessoas com deficiência é uma meta inerente à PRCEU da USP.
Exposição e Futuro
O lançamento ocorreu em 3 de dezembro, Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, e integrou a Virada Inclusiva. A cerimônia contou com a exposição da série Sinus, do artista plástico Rogério Ratão, que é cego e elogiou o potencial do projeto:
“Agora, podendo tocar [as réplicas], eu conheço a obra como ela é de fato, e isso se torna mais uma referência na hora de produzir as minhas.”
A série Sinus ficará exposta na antessala da diretoria da Faculdade de Odontologia (FO) da USP até 17 de fevereiro de 2026. A previsão é que o público geral tenha acesso a parte das obras táteis da USP em 2026.