Uso de inteligência artificial por menores acende alerta global
Segundo especialista, só a educação tecnológica pode preparar crianças para lidar com IA de forma ética e segura
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 17/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Multiplan MorumbiShopping
A investigação aberta pela Comissão Federal de Comércio (FTC), nos Estados Unidos, sobre o uso de chatbots de inteligência artificial por crianças e adolescentes levantou uma preocupação que ultrapassa fronteiras: quais os riscos de ferramentas sofisticadas nas mãos de menores? Empresas como Google, Meta, OpenAI e xAI foram questionadas sobre as medidas adotadas para proteger esse público em ambientes digitais.
Educação como ferramenta de proteção

Para Marco Giroto, especialista em educação tecnológica e fundador da SuperGeeks – Escola de I.A., Tecnologia e Competências do Futuro, o debate da inteligência artificial não deve se limitar às práticas das grandes empresas.
“A discussão não pode ficar restrita às políticas de uso das plataformas. É preciso formar crianças e adolescentes capazes de compreender como essas tecnologias funcionam, quais os limites éticos envolvidos e de que maneira devem ser utilizadas com responsabilidade”, avalia.
A IA já faz parte do cotidiano de jovens e adultos, seja em redes sociais, jogos ou ferramentas de estudo. Sem preparo, os riscos aumentam: crianças podem ser expostas a conteúdos inadequados, manipulações ou interações nocivas. Por outro lado, com orientação, a tecnologia pode se tornar instrumento de aprendizado, criatividade e inovação.
Regulação e formação crítica em Inteligência Artificial

A investigação da FTC e iniciativas da Casa Branca em defesa da proteção digital de menores mostram um movimento crescente de regulação. Mas, segundo Giroto, a formação continua sendo o fator central:
“Regulamentar é necessário, mas não substitui a formação. Só uma geração que entende de tecnologia de forma crítica poderá navegar nesse cenário de maneira segura”, conclui.