Uso de dinheiro em queda: PIX domina preferências dos brasileiros, revela Banco Central
Idosos e baixa renda ainda resistem à mudança digital
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 04/12/2024
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Um estudo recente do Banco Central do Brasil revela tendências significativas no comportamento dos brasileiros em relação ao uso de dinheiro em espécie, contrastando com a ascensão do PIX, sistema de pagamento instantâneo que tem se consolidado como principal ferramenta financeira desde seu lançamento em 2020. A pesquisa, intitulada “O Brasileiro e sua Relação com o Dinheiro”, foi divulgada na quarta-feira (4) e envolveu entrevistas com mil pessoas residentes em capitais brasileiras com mais de 100 mil habitantes, realizadas entre 28 de maio e 1 de julho de 2024.
Os resultados mostram uma redução notável no uso frequente de dinheiro em espécie. Em 2021, 20,1% dos participantes relataram o uso muito frequente de cédulas e moedas, enquanto em 2024 esse número caiu para 13,2%. Simultaneamente, a popularidade do PIX aumentou substancialmente, sendo mencionado por 76,4% dos entrevistados como o método preferido para compras em 2024, comparado a 46,1% em 2021. O levantamento aponta que o PIX é utilizado mais frequentemente por 46,1% das pessoas entrevistadas neste ano, superando significativamente o uso de dinheiro (22%), cartões de débito (17,4%) e crédito (11,5%).
O estudo também destaca que o uso do dinheiro físico persiste, especialmente entre indivíduos com menor renda. Cerca de 75% daqueles que ganham até dois salários mínimos continuam utilizando notas e moedas do Real. Este percentual diminui à medida que a renda aumenta: entre cinco e dez salários mínimos, o uso cai para 59,4%, e entre aqueles que recebem acima de dez salários mínimos, chega a 58,3%. Além disso, a pesquisa identifica um uso ligeiramente mais elevado de dinheiro em espécie entre os idosos: 72,7% das pessoas com 60 anos ou mais ainda utilizam esse meio de pagamento, comparado a 68,6% entre jovens de 16 a 24 anos.
Com esses dados, o Banco Central busca não apenas entender as mudanças nas práticas financeiras da população brasileira, mas também melhorar a gestão do meio circulante e a comunicação sobre as características das cédulas e moedas nacionais. O estudo reforça o papel cada vez mais central do PIX no cotidiano financeiro dos brasileiros enquanto aponta para desafios na inclusão digital e no acesso aos novos sistemas de pagamento.