Número de jovens ‘nem-nem’ atinge mínima histórica no Brasil, revela IBGE
Cerca de 10,3 milhões de jovens encontram-se nessa situação, representando uma taxa de 21,2%.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 04/12/2024
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou, por meio da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2024, que o número de jovens brasileiros entre 15 e 29 anos que não estudam nem trabalham atingiu o menor nível desde o início da série histórica em 2012. De acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira (4), aproximadamente 10,3 milhões de jovens encontram-se nessa situação, representando uma taxa de 21,2%.
Esse percentual é o mais baixo já registrado, superando o índice de 2013, quando 11,2 milhões de jovens (ou 21,6% dessa faixa etária) estavam fora do mercado de trabalho e das instituições educacionais. O período entre 2016 e 2020 foi marcado por um aumento significativo na taxa, alcançando quase 14 milhões de jovens (28%) nessa condição, influenciado pela recessão econômica iniciada em 2014 e agravada pela pandemia.
No entanto, desde 2020, observou-se uma reversão nessa tendência, com quedas consecutivas no número de jovens desocupados ou fora dos estudos. Leonardo Athias, gerente de Indicadores Sociais do IBGE, atribui essa redução ao dinamismo do mercado de trabalho brasileiro. Em 2023, a taxa média de desemprego no país caiu para 7,8%, a mais baixa desde 2014.
Desigualdade Racial e de Gênero
A análise revela disparidades significativas quando se considera gênero e raça. Das 10,3 milhões de pessoas que não estudam nem trabalham em 2023, 4,6 milhões (45,2%) são mulheres negras ou pardas. Em contraste, mulheres brancas representam apenas 1,9 milhão (18,9%) desse total. Entre os homens, a diferença também é notável: há 2,4 milhões (23,4%) de homens negros ou pardos nessas condições contra 1,2 milhão (11,3%) de homens brancos.
Leonardo Athias destaca que as mulheres negras ou pardas enfrentam desafios adicionais devido à concentração em lares com menor renda e dificuldade maior no acesso a creches privadas. Enquanto isso, as mulheres sofrem com questões relacionadas à gravidez e responsabilidades domésticas que dificultam a entrada no mercado de trabalho.
Esses dados ressaltam a necessidade urgente de políticas públicas direcionadas para mitigar as desigualdades raciais e de gênero no Brasil.
Outros Indicadores
Além disso, foi mencionado na pesquisa que a expectativa de vida no Brasil subiu para 76,4 anos. Este dado reflete avanços em saúde pública e condições gerais de vida no país.
A pesquisa do IBGE fornece um panorama detalhado da situação social brasileira e serve como base para o desenvolvimento de estratégias voltadas para inclusão socioeconômica e combate às desigualdades persistentes na sociedade.