URAE 1 cobra Sabesp em Hortolândia por mau cheiro da ETE
Com acompanhamento da URAE 1, Sabesp investe R$ 28 milhões em medidas imediatas em Hortolândia e projeta estação enclausurada para 2027.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 24/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Hortolândia foi palco de uma reunião decisiva na tarde desta sexta-feira (23) entre moradores, representantes da Sabesp e a Unidade Regional de Abastecimento de Água Potável e Esgotamento Sanitário (URAE 1 Sudeste). O encontro serviu para apresentar as atualizações das frentes de trabalho que visam solucionar, de forma definitiva, o histórico problema de mau cheiro exalado pela Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) que afeta diversos bairros da cidade.
A fiscalização da URAE 1 tem sido rigorosa, monitorando cada etapa do contrato de concessão para garantir que a população de Hortolândia receba o serviço adequado. Até o momento, a Sabesp já injetou R$ 28 milhões em ações emergenciais, que incluem a revitalização de lagoas, limpeza técnica e a instalação de modernos sistemas de aeração, operados por equipes que trabalham em regime de 24 horas.
Nova ETE enclausurada: a solução definitiva para Hortolândia
Embora as medidas paliativas estejam em curso, o foco central da gestão é a construção de uma nova unidade de tratamento. Com a desestatização da companhia, o plano de investimentos para Hortolândia foi ampliado para garantir a construção de uma ETE totalmente enclausurada (fechada). Esta tecnologia impede a propagação de gases e odores, sendo a solução mais moderna e compatível com o adensamento urbano do município.
O novo equipamento tem investimento estimado em R$ 300 milhões. Segundo o cronograma atualizado, a previsão de conclusão das obras e início da operação total é para o primeiro semestre de 2027. Até lá, a URAE 1 e a Cetesb mantêm o monitoramento contínuo das lagoas atuais para minimizar os impactos ambientais e sociais.
Fiscalização rigorosa e participação social
O problema dos odores na ETE de Hortolândia é uma questão antiga, tendo gerado multas sucessivas aplicadas pelos órgãos ambientais ao longo dos anos. A reunião de ontem reforçou o papel da comunidade em cobrar agilidade. “A URAE 1 acompanha continuamente todas as etapas e exige celeridade na solução do problema”, afirmaram representantes do órgão durante o encontro com os moradores.
Além dos sistemas de aeração, a Sabesp destacou que as manutenções complementares foram intensificadas para reduzir a carga orgânica nas lagoas de tratamento. A transparência no cronograma de obras da nova estação é uma das exigências da prefeitura e das entidades reguladoras para assegurar que o crescimento de Hortolândia não seja prejudicado por deficiências na infraestrutura de saneamento básico.
Com a nova ETE, o município dará um salto em sustentabilidade e qualidade de vida. A tecnologia enclausurada é referência no setor e promete encerrar décadas de desconforto para as famílias que residem no entorno da unidade, consolidando um novo padrão de atendimento em Hortolândia.