Universidade Brasil reabilita e devolve animais silvestres à natureza
Projeto no campus de Fernandópolis alia formação em medicina veterinária, pesquisa científica e preservação ambiental no noroeste paulista
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 08/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
A Universidade Brasil vem transformando a formação em medicina veterinária em uma frente concreta de preservação ambiental no noroeste paulista. No campus de Fernandópolis, a instituição mantém uma parceria com a Polícia Militar Ambiental para acolher, tratar e reabilitar animais silvestres vítimas de maus-tratos ou do tráfico, devolvendo-os à natureza após criterioso acompanhamento clínico no Hospital Veterinário da unidade.
Casos emblemáticos dão a dimensão do trabalho. Um tatu-peba, resgatado com ferimentos graves, permaneceu dez meses em recuperação até a soltura. Mais recentemente, tamanduás-bandeira, araras-canindé e corujas suindaras também voltaram ao habitat natural após protocolos rígidos de reabilitação, reforçando o compromisso institucional com a fauna brasileira.
Formação aliada à pesquisa científica com animais silvestres

Para os estudantes, o projeto representa uma imersão rara no manejo de fauna silvestre, ampliando a experiência além dos atendimentos a animais domésticos. O impacto acadêmico já se reflete na produção científica do campus, com iniciações científicas em andamento, trabalhos apresentados em congressos nacionais e relatos clínicos em submissão a periódicos internacionais.
“Conectamos nossos alunos à biodiversidade e devolvemos ao mercado profissionais com uma visão mais humana e responsável”, afirma Bárbara Costa, reitora da Universidade Brasil.
Entre as espécies mais atendidas de animais silvestres, araras-canindé lideram os registros clínicos. No momento, 22 jabutis aguardam soltura, muitos provenientes de apreensões por criação ilegal, o que evidencia a importância do hospital como retaguarda ambiental da região.
Próximo passo: Cetras Fernandópolis
A universidade aguarda a conclusão dos trâmites junto à Secretaria do Meio Ambiente para iniciar as obras do Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras). A proposta é centralizar o manejo de fauna do noroeste paulista, com estrutura para triagem, quarentena e reabilitação, consolidando Fernandópolis como polo regional de proteção à biodiversidade.