Trump sinaliza que Cuba será o próximo foco após conflito com Irã
Após prever queda do regime, Donald Trump afirma que EUA focarão em Cuba após guerra no Irã. Ilha vive colapso energético e isolamento total.
- Publicado: 05/03/2026
- Alterado: 05/03/2026
- Autor: Gabriel de Jesus
- Fonte: White House
A Casa Branca intensificou a pressão diplomática e econômica sobre o regime cubano nesta quinta-feira (5). O presidente Donald Trump sugeriu que, após a conclusão das operações militares envolvendo o Irã, os Estados Unidos voltarão suas atenções e esforços estratégicos para a ilha caribenha.
O novo horizonte estratégico da Casa Branca
Durante evento com um time de futebol de Miami, Donald Trump foi enfático ao projetar o futuro das relações com Havana. “Queremos terminar isso primeiro“, afirmou o presidente, em referência direta ao conflito com o país persa. “Mas será apenas uma questão de tempo até que um monte de gente inacreditável volte para Cuba“, completou o republicano.
De acordo com o presidente, o isolamento econômico tem surtido o efeito desejado. Donald Trump reiterou a tese de que o governo cubano está fragilizado e busca desesperadamente uma saída diplomática. “Eles desejam muito fechar um acordo“, pontuou.
Colapso energético e o fim do subsídio venezuelano
A crise em Cuba atingiu um ponto de ruptura após a captura de Nicolás Maduro em janeiro, ação que interrompeu o fluxo vital de petróleo da Venezuela para a ilha. Sem o apoio de Caracas e sob ameaças de tarifas impostas por Donald Trump a outros fornecedores, como o México, Cuba não recebe petroleiros desde o dia 9 de janeiro.
Essa escassez de combustível é a causa raiz dos apagões generalizados que castigam o país. Na última quarta-feira (4), uma falha na termelétrica Antonio Guiteras deixou dois terços da ilha às escuras. Embora o Ministério de Minas e Energia informe a recomposição parcial do sistema, a infraestrutura — com mais de 40 anos de uso — opera no limite.
“Cortamos todo o petróleo, todo o dinheiro, ou cortamos tudo o que vinha da Venezuela, que era a única fonte. E eles querem fazer um acordo”, declarou Donald Trump em entrevista anterior ao portal Politico.
Crise humanitária e segurança nacional
A estratégia de asfixia econômica adotada por Donald Trump é justificada por Washington como uma medida de segurança nacional. O argumento central é que a proximidade da ilha (150 km da Flórida) e suas alianças com Rússia e China representam uma “ameaça excepcional”.
Panorama da Crise em Cuba (2025-2026)
- Energia: Quinto apagão generalizado em menos de 18 meses.
- Abastecimento: Proibição da venda de diesel e racionamento severo de gasolina.
- Saúde e Saneamento: Acúmulo de lixo urbano e colapso no transporte público.
- Produção Interna: A ilha produz menos de 50% do petróleo necessário para consumo básico.
Para o governo americano, a queda do regime é vista como iminente. Donald Trump acredita que a combinação de sanções e o fim dos subsídios externos levarão a uma transição política inevitável em Havana no curto prazo.