Trump intensifica campanha e reforça ambição pelo Nobel da Paz
Presidente dos EUA aposta em mediações de conflitos e vitórias políticas internas, mas ainda enfrenta incertezas para conquistar reconhecimento internacional
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 25/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a colocar seu nome no centro do debate internacional ao reforçar a ofensiva por uma indicação ao Prêmio Nobel da Paz. Nas últimas semanas, Trump intensificou encontros e declarações com foco na mediação de conflitos, especialmente na guerra entre Ucrânia e Rússia, ainda sem sinais de resolução.
Em 15 de agosto, Trump recebeu o presidente russo, Vladimir Putin, em um encontro realizado no Alasca. Poucos dias depois, foi a vez do líder ucraniano Volodimir Zelenski visitar a Casa Branca, acompanhado por autoridades europeias. A promessa de um cessar-fogo foi colocada na mesa, mas não houve avanços concretos.
Apoios internacionais e bastidores
Trump tem buscado ampliar apoios de líderes estrangeiros para sustentar sua candidatura. Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, e Hun Manet, premiê do Camboja, manifestaram apoio formal. Além disso, Armênia e Azerbaijão divulgaram nota conjunta após encontro em Washington, destacando papel de Trump em mediações recentes.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, tem colocado o Nobel como pauta recorrente em entrevistas. Segundo ela, Trump já foi decisivo em ao menos seis mediações de cessar-fogo, incluindo disputas entre Índia e Paquistão, Sérvia e Kosovo, além do conflito no Oriente Médio. “É mais do que apropriado que o presidente seja reconhecido por seus esforços em prol da paz”, disse.
Vitórias internas e estratégia eleitoral
Paralelamente, Trump tem colhido vitórias domésticas que reforçam sua narrativa de força política. No Texas, conseguiu apoio para ampliar de 25 para 30 as cadeiras no Congresso estadual a partir de 2026, fortalecendo a base republicana. Já na Califórnia, democratas reagiram propondo aumento de cinco cadeiras.
Na frente judicial, um tribunal de Nova York revogou multa bilionária que pesava contra o ex-presidente por inflar valores de seus negócios. Além disso, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, anunciou perspectiva de queda nas taxas de juros, após meses de pressão pública de Trump.
Caminho até Oslo
Trump já reivindicou publicamente, em sua rede Truth Social, que merece o Nobel. O jornal norueguês Dagens Næringsliv noticiou que ele chegou a contatar ministros da Noruega para discutir sua candidatura.
A premiação será anunciada em 10 de outubro em Oslo. Até lá, a campanha de Trump deve explorar cada mediação como prova de sua aptidão para o prêmio. Seus aliados acreditam que uma solução concreta para o conflito na Ucrânia poderia se tornar o trunfo definitivo.
O desafio, no entanto, é transformar gestos diplomáticos em resultados palpáveis. Como lembrou a própria porta-voz, “a paz não se constrói apenas em discursos, mas na capacidade de unir nações inimigas em torno de acordos duradouros”.