Tratamento de esgoto em SP reduz poluição dos rios em 22%
Obras de infraestrutura conectam milhares de domicílios à rede coletora e antecipam metas de universalização do serviço no estado.
- Publicado: 09/05/2026 17:40
- Alterado: 09/05/2026 17:40
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Agência SP
O Governo de São Paulo registrou uma queda de 22% no volume de detritos lançados sem intervenção nos rios Pinheiros e Tietê. O avanço no tratamento de esgoto em SP ganha força após a conexão de mais de 1,5 milhão de novos domicílios à rede coletora nos últimos anos. Cerca de 10 bilhões de litros de efluentes recebem agora destinação e purificação adequadas.
Metas para o tratamento de esgoto em SP
O processo de desestatização da Sabesp, consolidado em 2024, injetou R$ 15,2 bilhões no setor hídrico paulista. A iniciativa busca antecipar para 2029 a diretriz do marco legal federal, que exige 90% da população atendida até 2033.
A criação do projeto Integra Tietê reestrutura a recuperação ambiental na região metropolitana. O foco recai sobre a modernização do tratamento de esgoto em SP, abrangendo uma extensão superior a 1.100 km de cursos d’água fluviais.
Impacto ambiental e infraestrutura
O cronograma em andamento executa 42 frentes de obras lineares na capital paulista e na Grande São Paulo. Os trabalhos englobam a instalação de tubulações inéditas, estações de bombeamento e a remodelação de Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs).
A operação retirou aproximadamente 5 milhões de metros cúbicos de sedimentos das águas. Os resultados práticos aparecem na medição da ONG SOS Mata Atlântica, que apontou a retração da mancha de poluição de 207 para 174 quilômetros de extensão.
Universalização e saneamento básico
As entregas estruturais desde o ano passado totalizam 16 novas estações e 800 quilômetros de redes coletoras. Essa infraestrutura beneficiou 3,8 milhões de habitantes e consolidou a eficiência operacional do tratamento de esgoto em SP. Outras seis unidades passam por obras para ampliar a capacidade de operação em até 75%.
O aporte financeiro no primeiro trimestre cresceu 31% em relação ao mesmo período anterior, somando R$ 3,7 bilhões. O balanço oficial indica o cumprimento de 87% da meta de abastecimento de água, 77% na coleta de efluentes e 71% na limpeza dos resíduos.
A projeção de universalização do serviço mobiliza quase R$ 70 bilhões em investimentos até o final da década. A expansão da rede contínua nas áreas rurais e núcleos urbanos informais mitiga os riscos ao meio ambiente e posiciona o tratamento de esgoto em SP como pilar estratégico de saúde pública.