Programa TransplantAR realiza primeira captação de órgão em 2026

Iniciativa do Governo de SP usou jato executivo para buscar órgão em Goiânia e salvar paciente crítico na capital paulista.

Crédito: Divulgação

O programa TransplantAR – Aviação Solidária realizou sua primeira missão de 2026 neste domingo (4). A operação garantiu o transporte ágil de um coração, captado em Goiânia, para um receptor em São Paulo, percorrendo um trajeto superior a 900 quilômetros.

A logística teve início em Jundiaí, de onde partiu um jato executivo cedido voluntariamente por um empresário parceiro. O destino foi o Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HUGO), em Goiás, unidade responsável pelo suporte ao procedimento de captação.

Após a cirurgia, especialistas do Instituto do Coração (InCor) conduziram o órgão de volta à capital paulista. A velocidade proporcionada pelo TransplantAR foi decisiva para viabilizar o transplante em um paciente que se encontrava em estado crítico.

Impacto e logística do TransplantAR

Esta ação reflete a eficácia da parceria entre o Instituto Brasileiro de Aviação (IBA) e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP). O modelo utiliza aeronaves privadas de forma regulamentada para superar os gargalos logísticos do transporte comercial.

Desde seu lançamento em setembro de 2024, o TransplantAR já acumula números expressivos que reforçam sua importância na saúde pública:

  • 76 voos realizados;
  • Mais de 76 órgãos transportados;
  • Transporte de corações, pulmões, fígados e pâncreas.

A relevância social do projeto garantiu o Prêmio Innovare na categoria Justiça e Cidadania no ano passado, reconhecendo a inovação na gestão de políticas públicas.

Como funciona a operação solidária

A iniciativa destaca-se por não gerar custos aos cofres públicos. O TransplantAR opera mediante a solidariedade de proprietários de aeronaves que, muitas vezes, estariam paradas em hangares. O IBA seleciona os veículos aéreos e coordena a doação das horas de voo.

Helicópteros, turboélices e jatos particulares, devidamente autorizados pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), são fundamentais para o sucesso dos procedimentos. A agilidade é vital, visto que o tempo de isquemia (período fora do corpo) é extremamente curto para determinados órgãos:

  • Coração e Pulmão: até 4 horas.
  • Fígado: até 12 horas.

Cenário de transplantes em São Paulo

O estado de São Paulo mantém a liderança na logística de doações, respondendo por aproximadamente 31% dos procedimentos realizados no Brasil. Até outubro do ano anterior, o sistema contabilizou 6.641 transplantes.

Apesar da eficiência, a demanda exige esforços contínuos. Atualmente, cerca de 27 mil pessoas aguardam na fila por um órgão ou tecido. A união entre setor privado e gestão pública demonstra como a inovação pode reduzir esse tempo de espera. Com cada minuto contando a favor da sobrevivência, a continuidade e expansão do TransplantAR consolidam-se como esperança vital para milhares de pacientes.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 05/01/2026
  • Fonte: Sorria!,