Tornozeleira de Bolsonaro divide políticos e Flávio viaja para Europa
Repercussão do monitoramento eletrônico imposto pelo STF ao ex-presidente provoca embates nas redes sociais, enquanto filho Flávio deixa o país.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 19/07/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A decisão do Supremo Tribunal Federal que obrigou o ex-presidente Jair Bolsonaro a usar tornozeleira eletrônica dominou as discussões políticas nesta sexta-feira. Enquanto aliados de Bolsonaro falaram em humilhação e perseguição, opositores comemoraram o que chamaram de passo importante para impedir a fuga do ex-presidente.
Entre as primeiras reações, o deputado Lindbergh Farias, do PT, lembrou que a medida foi adotada após uma denúncia apresentada por ele, que apontava risco de fuga de Bolsonaro. Já a deputada Maria do Rosário destacou que, agora, o ex-presidente estaria impedido de escapar das investigações. Jilmar Tatto, também do PT, foi direto: “Golpista tem que ir para a cadeia”.
Do outro lado, filhos e aliados de Bolsonaro reagiram com críticas. O senador Flávio Bolsonaro classificou as restrições como “humilhação” e atacou o ministro Alexandre de Moraes, afirmando que proibir o pai de se comunicar com ele seria sinal de ódio. Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, também condenou a decisão e afirmou que Moraes estaria retaliando os contatos feitos por Bolsonaro com Donald Trump.
Em meio à repercussão, um detalhe chamou atenção. Flávio Bolsonaro deixou o Brasil. Ele embarcou em um voo para Lisboa, em Portugal, um dia antes da operação da Polícia Federal contra o pai. A assessoria do senador confirmou a viagem, sem revelar o destino final.
Na operação desta sexta, a Polícia Federal apreendeu dólares e documentos na casa do ex-presidente, além de ter instalado a tornozeleira eletrônica. Bolsonaro está proibido de usar redes sociais e de manter contato com embaixadores e outros investigados.
A decisão do Supremo Tribunal Federal também impede que o ex-presidente saia do Distrito Federal durante a investigação.