Teste do olhinho e consultas detectam cedo o retinoblastoma
O tumor pode surgir de forma espontânea, por mutação celular ou ser hereditário
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 26/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), anualmente cerca de 8 mil novos casos de câncer infantil são registrados no Brasil e entre eles está o retinoblastoma, um tipo raro que atinge as células da retina (responsáveis pela visão) e representa aproximadamente 3% dos tumores infantis.
Por ano, segundo o Ministério da Saúde, surgem em média 400 novos diagnósticos de retinoblastoma, sendo a maioria em crianças menores de 5 anos. O tumor pode surgir de forma espontânea, por mutação celular ou ser hereditário. Quando a causa é genética, há 50% de chance de transmissão para os filhos.
Para o oftalmologista Fernando Naves, do hospital Santa Casa de Mauá, a chave para o tratamento adequado e eficiente está no diagnóstico precoce. “Todo recém-nascido deve realizar o Teste do Reflexo Vermelho (TRV), conhecido como teste do olhinho, e repeti-lo algumas vezes até o fim da primeira infância. A conscientização é fundamental porque o retinoblastoma pode causar cegueira ou até ser fatal. Quando identificado cedo, o índice de cura chega a 90%”, ressalta o especialista.
O retinoblastoma pode se apresentar de três formas: unilateral, afeta apenas um olho e pode ser esporádico ou hereditário; bilateral, compromete os dois olhos, geralmente de origem hereditária e o trilateral, além dos olhos, há formação de tumor em células nervosas primitivas do cérebro, geralmente associado ao retinoblastoma hereditário bilateral.
Entre os sinais de alerta, os mais comuns são o reflexo na pupila ou olho de gato, que pode ser notado em fotos com flash; estrabismo ou a dificuldade para movimentar os olhos; dor ocular; aumento do globo ocular; visão embaçada; vermelhidão e olho preguiçoso.
Além do teste do olhinho e das consultas regulares com o oftalmologista, exames como ultrassonografia e ressonância magnética ajudam a confirmar o diagnóstico.
O tratamento varia conforme o estágio e a gravidade da doença. Em casos iniciais, podem ser utilizados medicamentos, terapia a laser e crioterapia, técnicas que preservam a visão. Nos quadros mais avançados, pode ser necessário recorrer à quimioterapia, radioterapia ou até remover o globo ocular.