Tesouro Direto: Vendas de títulos crescem

O Tesouro Direto teve vendas de R$ 6,2 bilhões e resgates de R$ 3,4 bilhões, com forte demanda por títulos atrelados à Selic

Crédito: Marcello casal Jr./Agência Brasil

Em novembro de 2025, o Tesouro Direto reportou vendas totais de títulos que somaram R$ 6,193 bilhões, enquanto os resgates totalizaram R$ 3,367 bilhões. Este montante inclui R$ 3,058 bilhões referentes a recompras, que são resgates antecipados pelos investidores, e R$ 308,8 milhões correspondentes aos vencimentos do mês, momento em que o governo reembolsa os investidores com os juros acordados.

Tesouro Direto: Vendas disparam

As emissões líquidas de títulos, portanto, chegaram a R$ 2,826 bilhões no período mencionado. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Tesouro Nacional.

Os títulos mais buscados pelos investidores foram aqueles atrelados à Selic, representando 57,4% das vendas. Os papéis que seguem a inflação, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), corresponderam a 31,9%, enquanto os títulos prefixados – que oferecem uma taxa de juros fixa desde sua emissão – ficaram com uma participação de 10,7% nas transações.

Esse crescente interesse por títulos vinculados à taxa Selic pode ser atribuído ao aumento da mesma, que o Banco Central elevou para conter a inflação. A taxa passou de 10,5% ao ano até setembro do ano anterior para 15% ao ano atualmente. Com essa alta nos juros, esses papéis mantêm-se atrativos para os investidores.

Tesouro Direto
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No fim de novembro, o estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 205,4 bilhões, marcando um aumento de 2,2% em comparação ao mês anterior (R$ 201 bilhões) e um impressionante crescimento de 36,2% em relação a novembro do ano passado (R$ 150,8 bilhões).

O número de novos investidores cadastrados no programa atingiu 204.152 em novembro, elevando o total para 33.970.911 participantes ativos. Esse número representa um crescimento de 11,2% nos últimos doze meses. Em termos de investidores ativos – aqueles com operações em aberto – o total chegou a 3.309.305, registrando um aumento de 19,2% no mesmo período e um incremento mensal de 51.511 investidores.

A procura pelo Tesouro Direto por pequenos investidores é evidente: as vendas até R$ 5 mil compuseram impressionantes 81,6% das 802.806 operações realizadas em novembro. Além disso, as aplicações que não ultrapassaram R$ 1 mil corresponderam a 59,3%. O valor médio das operações foi de R$ 7.715,21.

Os investidores demonstram preferência por papéis de curto e médio prazo: os títulos com vencimento de até cinco anos representaram 42% das vendas totais e aqueles com prazos entre cinco e dez anos contabilizaram 42,3%. Já os papéis com prazo superior a dez anos foram responsáveis por 15,7% das transações.

O relatório completo sobre o desempenho do Tesouro Direto pode ser acessado no site oficial do Tesouro Nacional [https://www.tesourotransparente.gov.br/publicacoes/balanco-do-tesouro-direto-btd/2025/11].

O programa Tesouro Direto foi instituído em janeiro de 2002 com o objetivo de democratizar o acesso aos investimentos em títulos públicos e permitir que indivíduos adquirissem esses papéis diretamente do Tesouro Nacional pela internet. Para participar, o investidor deve arcar apenas com uma taxa semestral à B3, a bolsa brasileira responsável pela custódia dos títulos.

A venda desses títulos representa uma estratégia do governo para captação de recursos destinados ao pagamento de dívidas e compromissos financeiros. Em contrapartida, o Tesouro Nacional se compromete a restituir o valor aplicado acrescido de um rendimento que pode variar conforme a Selic ou índices inflacionários.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 26/12/2025
  • Fonte: Sorria!,