Diesel sobe 13% em março com guerra e reajuste da Petrobras
O preço médio do combustível disparou nos postos brasileiros após a escalada de conflitos internacionais e nova tabela da estatal.
- Publicado: 06/04/2026 14:11
- Alterado: 06/04/2026 14:11
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: Edenred Mobilidade
O diesel registrou um avanço expressivo nas bombas de todo o País durante o mês de março. A escalada das tensões no Oriente Médio pressionou a cotação do petróleo no mercado internacional. A Petrobras anunciou novos reajustes na metade do mês, consolidando o repasse ao consumidor final.
O levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) aponta uma alta de 13,60% para a versão S-10 em relação a fevereiro. O litro atingiu a média nacional de R$ 7,10. O tipo comum avançou 12,34%, batendo a marca de R$ 7,01.
O avanço observado ao longo de março levou o diesel a um novo patamar de preços, com impacto direto na dinâmica de custos do transporte. A acomodação no fim do mês indica uma desaceleração desse movimento, após uma sequência de altas mais intensas. (Vinicios Fernandes, Diretor da Edenred Mobilidade)
Impacto regional no preço do diesel
Todas as regiões brasileiras registraram aumento no repasse. O Centro-Oeste liderou o salto do tipo comum com 16,99% de reajuste, comercializando o litro do diesel a R$ 7,30. O Norte mantém o posto de região mais cara do Brasil, cobrando em média R$ 7,34. Roraima apresentou o maior teto estadual, chegando a R$ 7,93.
Motoristas do Sul encontram o valor mais competitivo do território nacional, com média de R$ 6,74. O combustível S-10 seguiu um comportamento semelhante de altas generalizadas. O Centro-Oeste e o Sul lideraram os maiores avanços percentuais nessa categoria, enquanto Goiás registrou a maior escalada estadual, beirando os 20% de encarecimento.
Gasolina e etanol acompanham a tendência
Os combustíveis leves também pesaram mais no orçamento dos motoristas. Os dados consolidados do IPTL revelam a seguinte dinâmica de mercado:
- Gasolina: Aumento de 3,41% ante fevereiro, alcançando R$ 6,67. O Nordeste puxou a maior alta (6,43%), enquanto o Norte vende o litro mais caro (R$ 7,12).
- Etanol: Avanço mais contido de 1,26%, com média de R$ 4,83. Pernambuco encabeçou o aumento (6,40%), e o Centro-Oeste conseguiu sustentar estabilidade nas bombas.
Cenário futuro e pressão logística
O mercado não emite sinais de uma queda estrutural nos preços a curto prazo. Fatores geopolíticos externos e a atual política de preços doméstica mantêm a cotação sensível. Analistas apontam que a volatilidade continuará ditando o ritmo das distribuidoras nas próximas semanas.
O transporte de cargas sofre o impacto imediato dessa nova realidade financeira. Qualquer oscilação futura no valor do diesel afeta diretamente a cadeia de suprimentos, os fretes rodoviários e a inflação que chega à mesa dos brasileiros.